Os vereadores do Juntos Pelo Povo (JPP), na Câmara Municipal do Funchal, afirmam ter “uma enorme dificuldade em entender a obsessão continuada da maioria PSD/CDS para recusar todas as propostas da iniciativa do partido”.
Na habitual reunião do executivo que se realiza às quintas-feiras, Fátima Aveiro e António Trindade voltaram a ser confrontados com o voto contra do PSD/CDS a uma proposta do JPP para reactivar dois programas de apoio ao comércio tradicional no Funchal. Trata-se dos programas municipais “Abrir Funchal” e “Alavancar”.
Os autarcas do maior partido da oposição pretendiam que os dois programas fossem enquadrados numa estratégia municipal integrada de dinamização do comércio local, articulando instrumentos de apoio direto ao investimento com medidas de estímulo à atividade comercial, valorização da atratividade urbana e reforço da competitividade do comércio de proximidade.
“Acontece que PSD e o CDS permanecem focados apenas em recusar, sem quaisquer fundamentos, tudo o que vem do JPP, sem nenhum respeito pelos mais de 10 mil funchalenses que escolheram outra opção política que não a deles, e mais significativo ainda, sem terem sequer em consideração que os dois programas referidos foram regulamentados por eles”, alegam Fátima Aveiro e António Trindade.
“O que propôs o JPP era que a maioria reativasse os dois programas, e consignasse um valor para apoiar o comércio tradicional que, ao contrário do que tentam fazer crer, não vive dias felizes e todos os dias luta pela sobrevivência. Os pequenos comerciantes confrontam-se com um acréscimo brutal dos custos de funcionamento agravados pela guerra no Médio Oriente e com a maior taxa de inflação do país, obrigando as pessoas a terem de fazer escolhas e isso tem impacto nas vendas”.
O âmbito dos dois programas abrange o comércio, a restauração e os serviços. Fátima Aveiro e António Trindade lamentam “a falta de sensibilidade desta maioria para compreender os problemas reais da cidade, das famílias, dos jovens de quem trabalha, do comércio tradicional e dos serviços, partindo sempre de um pressuposto errado de que os recordes no turismo resolvem todas os problemas e necessidades, é uma Câmara que continua sem mostrar trabalho, sem visão, sem iniciativa e sem coragem para tomar as medidas que são necessárias”, concluem.
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