
O Partido Reagir Incluir Reciclar (RIR) denuncia a ilusão do chamado “voto útil”, uma estratégia recorrente dos partidos tradicionais que procura condicionar a liberdade de escolha dos cidadãos.
“Esta narrativa, baseada no medo e não na esperança, pretende convencer os eleitores de que votar fora dos partidos do costume é desperdiçar o voto — quando, na verdade, é exatamente o oposto.
O voto útil não serve a democracia: enfraquece-a. Ao reduzir o processo eleitoral a um cálculo de conveniência, transforma um direito fundamental num instrumento de manutenção do poder instalado. Muitos portugueses sentem-se pressionados a votar “contra” em vez de votar “a favor”, aceitando opções que não representam verdadeiramente os seus valores nem as suas aspirações.
Esta mentalidade tem consequências profundas. Em primeiro lugar, desvaloriza as alternativas políticas e impede que novas ideias ganhem espaço. Em segundo, compromete a representatividade do Parlamento e de outros órgãos eleitos, ao concentrar os votos em partidos que não refletem a diversidade de pensamento da sociedade portuguesa. Além disso, perpetua a estagnação política, bloqueando a entrada de projetos inovadores e a renovação da classe dirigente. Por fim, esta distorção alimenta o desinteresse cívico e a abstenção — muitos cidadãos deixam simplesmente de votar, por não se sentirem representados ou por acreditarem que a sua escolha não conta.
O RIR acredita que cada voto deve ser um ato livre, consciente e corajoso. A verdadeira utilidade do voto está na sua autenticidade. Só com pluralismo, renovação e liberdade é possível construir uma democracia saudável e um país melhor”, afirma o comunicado do partido.
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