ADN questiona onde paira a comissão nacional de eleições

De acordo com o ADN, começou a corrida ao “pote”. E com ela, surgem práticas que, embora legalmente enquadradas, “levantam sérias dúvidas quanto à sua integridade e transparência”.

“Falamos do voto antecipado em lares, hospitais e instituições de internamento, uma medida que, em teoria, visa garantir o direito de voto a cidadãos com mobilidade reduzida.  Mas na prática, será que está a ser usada para proteger a democracia ou para a manipular? A Lei é clara: a recolha dos votos deve ser feita por equipas organizadas pelas autarquias, com o apoio da Administração Eleitoral e das forças de segurança. Estas equipas devem assegurar a confidencialidade e liberdade do voto, a presença de representantes das candidaturas, se assim o desejarem e um espaço adequado para o exercício do voto.

Mas o ADN levanta questões que não podem continuar a ser ignoradas: quem supervisiona? Quem são, afinal, os elementos que recolhem os votos? Foram todos os partidos informados e convidados a integrar o processo, como acontece nas mesas de voto? A ausência de supervisão independente compromete a neutralidade do processo e abre portas à suspeição, tendo em conta que A presença de representantes das candidaturas, SE ASSIM O DESEJAREM”, afirma João Abreu, cabeça do partido.

“O ADN dá a conhecer rumores de décadas: Já estão alugados os autocarros para transportar os nossos idosos para votar? E quem é o elemento que os acompanha e “explica” em quem devem votar? Esta prática de décadas, além de desrespeitosa, é uma afronta à dignidade dos cidadãos mais vulneráveis.

Pressão e desinformação nos lares, muitos idosos são facilmente influenciáveis e, muitas vezes, desinformados. João Abreu aponta que se cá fora ainda há quem pense que vota no Dr. Alberto João Jardim, imaginem aqueles que vivem a sua reta final quase que num mundo à parte.

É legítimo questionar se todos os idosos em lares e hospitais têm plena consciência do ato de votar. A democracia exige mais do que o simples ato de “descarregar” um voto exige que esse voto seja informado, livre e consciente.

A democracia não se mede apenas pela existência de eleições. Mede-se pela qualidade e integridade do processo eleitoral. Existem praticas ativas, mesmo que subtis, minam a confiança pública e a legitimidade dos resultados.

E a Comissão Nacional de Eleições (CNE)? Onde está? O que faz? Porque se limita a sacudir a água do capote sempre que surgem este tipo de críticas? O ADN questiona a razão da sua existência tendo em conta o historial de reclamações ao longo de todas as eleições até agora, que acabam por não ser fiscalizadas, ao fim ao cabo nada fazem para proteger os mais vulneráveis da instrumentalização política.

O ADN exige transparência, equidade e respeito pela dignidade de todos os eleitores. Não aceitaremos que a democracia seja usada para proveito próprio”, concluiu.


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