Retratos da cidade (17)

 

Hoje encontrámos, no Largo do Chafariz, um motivo para retomarmos a nossa iniciativa denominada “Retratos da Cidade”, um despretensioso olhar sobre o Funchal, fotografado a preto e branco.

Deparámos uma óptima cantora de rua, com presença, simpatia e bela voz, animando os transeuntes, locais e estrangeiros, naquela praceta central da nossa urbe. O sucesso era evidente pela quantidade de gorjetas e pelo muito público que assistia.

Uma cidade sem músicos de rua é uma cidade apagada e sem vida. E no nosso meio seja quem for que saiba tocar um instrumento hesita mil vezes antes de tocar na rua por trocos, uma actividade internacionalmente conhecida por “busking” e praticada por todo o mundo, e certamente não só por indigentes. É uma forma de fazer das ruas um palco e de alegrar um pouco o quotidiano de alguém, e ao mesmo tempo praticar um instrumento e a apresentação pública. É muito normal. Nos meios pequenos, porém, subsiste o preconceito de que é quase uma forma de mendigar. Não é! Hoje há imensas actuações de rua que constituem sucessos nas redes sociais como o Youtube, com milhares e milhares de visualizações.

 


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