PS diz que os madeirenses precisam de casa e que habitação é prioridade

O líder do PS-M, Sérgio Gonçalves, reafirmou que a habitação será um prioridaded “do futuro Governo Regional do Partido Socialista”. Criticou, por outro lado, o  Executivo do PSD por, ao longo de anos, ter alegadamente descurado o sector e pretender prosseguir o mesmo modelo de desenvolvimento errado, privilegiando a política do betão.

Gonçalves falava hoje na freguesia de Santa Maria Maior, onde ouviu as preocupações da população. Na ocasião, considerou ser inaceitável que, com tantas carências habitacionais que se verificam na Região e com as dificuldades que os madeirenses sentem em aceder ao mercado imobiliário, o ainda presidente do Governo dê mostras de continuar “com as prioridades invertidas”.

“Actualmente os jovens e a classe média veem-se impedidos de comprar ou arrendar uma casa, devido à escalada do preço da habitação e aos seus baixos rendimentos” constatou o líder socialista, vincando que a preocupação do Governo deveria ser criar condições para resolver os problemas habitacionais na Região.

Ao invés disso, “Miguel Albuquerque já afirmou que quer desterrar 150 milhões de euros no prolongamento do molhe da Pontinha”, obra que, decididamente, não é determinante neste momento, condenou Sérgio Gonçalves, vincando que “os madeirenses precisam de mais habitação e a preços acessíveis e não de ver milhões de euros do erário público jogados ao mar”.

“Mesmo com as verbas do Plano de Recuperação e Resiliência, apenas serão resolvidas 30% das carências identificadas”, de 5 mil famílias que aguardam por apoios habitacionais.

“Se com 136 milhões de euros do PRR é possível construir cerca de 800 novos fogos, os 150 milhões que Miguel Albuquerque quer afundar na Pontinha dariam para construir pelo menos mais tantas habitações”, apontou.

Tendo com conta as dificuldades no acesso à habitação, face ao aumento dos juros dos empréstimos e do custo de vida, o líder socialista voltou a prometer que, quando o partido for Governo na Região, adoptará medidas que permitam aumentar os rendimentos dos madeirenses, nomeadamente reduzindo os impostos em sede de IVA e IRS – conforme o diferencial fiscal o permite –, repor o subsídio de insularidade de 2% para todos os funcionários públicos da Região, aumentar o Complemento Regional para Idosos para 100 euros mensais e garantir a gratuitidade do ensino (manuais, transportes e alimentação) para todos os alunos até ao 12.º ano.


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