A Iniciativa Liberal apontou que, nos últimos anos, o Clube Sports Madeira recebeu 345.000 €/ano do contribuinte madeirense para organizar a Volta à Ilha da Madeira em automobilismo.
“Para além deste custo directo, o qual é conhecido, os madeirenses suportam, pelo menos, mais uma série de importantes custos indirectos com o Rally, sendo que o que está associado ao que são, na prática, os dois dias de férias da função pública em virtude da habitual “tolerância de ponto” não é certamente o menos relevante”, refere José Martins, pela Comissão Coordenadora do partido.
“Armado com o poder conferido por uma carteira recheada com os impostos dos madeirenses, a Organização do RVM, transformada em Agência Comercial, percorre a seguir as autarquias da Madeira, negociando facturas relativas à passagem dos carros pelos respectivos municípios, ameaçando, para todos os efeitos práticos, transformar a tradicional e acarinhada “Volta à Ilha da Madeira” na “Volta aos concelhos nos quais os munícipes pagam duas vezes para ver o Rally”, refere a IL.
“A história e a prática são pouco edificantes, mas contêm uma moral sobre como 48 anos de maiorias absolutas do socialismo laranja permitem que, sem remorso ou vergonha, se aplique publicamente o dinheiro do contribuinte em plataforma de propaganda do regime e chantagem política”, lamentam os liberais, que consideram que há outras formas de organizar o Rally Vinho Madeira, outras formas de gerir o dinheiro que é de todos.
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