Calado anuncia remoção da ciclovia da Ponte do Ribeiro Seco

Pedro Calado já tinha adiantado a intenção de alterar a obra feita pela “Confiança” quando esteve à frente dos destinos da CMF. Numa visita hoje realizada à conclusão das obras da ciclovia, na Estrada Monumental, junto ao Fórum Madeira, o actual edil mencionou a “revisão” ao projecto permitindo dois sentidos aos automobilistas, em concreto, na zona superior ao Hotel Baía Azul, em que só estava previsto “o sentido Funchal- Câmara de Lobos”.

O presidente da Câmara Municipal do Funchal relembrou que esta alteração ao projecto fora um “compromisso” assumido durante a campanha eleitoral para a autarquia, caucionado, como referiu pelos munícipes. “A população pediu-nos e assumimos o compromisso que se fossemos governo na cidade do Funchal tínhamos que mudar e refazer esta obra”, adaptando-a  e melhorando-a.

As razões para a dita alteração são motivadas por uma série de situações que “não eram admissíveis” e que colocavam em causa a mobilidade de toda aquela zona oeste da cidade, uma área com muito trânsito e forte crescimento habitacional.

Agora que a ciclovia está terminada – obra avaliada em um milhão e 100 mil euros e estruturada em três fases, o troço A entre o Largo António Nobre e a Travessa do Valente, o troço B desde a Travessa do Valente para oeste, contemplando ainda a Rua Simplício Passos Gouveia e a Rua St. Helier, até à inserção deste arruamento com a Monumental, o troço C desde o final do B até à zona de ciclovia já existente e sobranceira à Ponta da Cruz, incluindo ainda o reordenamento urbanístico de toda a zona em frente ao Fórum Madeira – a autarquia já pode iniciar a remoção do troço de ciclovia, na Ponte do Ribeiro Seco, que será transformada numa faixa prioritária para veículos de segurança e socorro, táxis e transportes públicos, o que deverá acontecer dentro de um mês e que terá o custo de 150 mil euros, informa a CMF.

Calado adiantou ainda que durante o mandato autárquico está previsto “um plano de melhoramento” de vários arruamentos e vias rodoviárias, que já não são intervencionados há vários anos.