CDS associa-se ao pesar pela morte do Pe. Alexandre Mendonça, vitimado pela Covid-19

O CDS-Madeira veio associar-se ao pesar manifestado pelo falecimento, a 13 de Outubro, numa clínica de Caracas, do padre Alexandre Mendonça, por motivos relacionados com a Covid-19. Tinha 67 anos.

Alexandre João Mendonça de Canha, nasceu na freguesia de São Pedro, concelho do Funchal, e após terminar a 4.ª classe, com 12 anos emigrou para a Venezuela, onde seguiu os passos para concretizar a “coisa mais linda e importante” da sua vida, ser ordenado sacerdote.

“Desde que tenho a noção da existência, sempre sonhei ser sacerdote, sempre, sempre, mas só aos 26 anos é que entrei para o seminário por causa da difícil situação económica dos meus pais”, confessou o Pe. Alexandre durante a celebração do 30.º aniversário da sua ordenação sacerdotal, no dia 16 de Julho de 2018, numa homenagem na Igreja do Piquinho, Machico, recordam os centristas.

Dois anos após a sua ordenação, o Pe. Alexandre Mendonça, tornou-se pároco da comunidade portuguesa em Caracas, celebrando missa na Capela do Centro Português da capital venezuelana.

Nos seus 33 anos de sacerdócio, diz o CDS, dedicou-se a sua missão na Venezuela, sem no entanto esquecer nunca a terra que o viu nascer, sendo frequentes as visitas a familiares na Madeira.

A relação que estabeleceu com a comunidade portuguesa, sobretudo com os madeirenses emigrados em terras de Simón Bolívar sempre foi de profunda proximidade, vínculo que o tornou, por diversas vezes, no embaixador da comunidade madeirense na Venezuela, “sobretudo nos últimos anos, marcados por uma profunda crise económica naquele país sob o regime ditatorial de Nicolás Maduro”.

Ecónomo da Arquidiocese de Caracas, cónego da Catedral, director da Casa Sacerdotal e director da Missão Católica Portuguesa em Caracas, o Padre Alexandre Mendonça deixou um grande legado humanista, tendo desempenhado um papel de grande relevância naquele país de acolhimento. Foi o bastião de fé da comunidade portuguesa em geral, e junto da comunidade madeirense em particular, tornando-se uma figura de relevo, assegura o CDS, que salienta o seu apoio a todos aqueles que o procuraram nos bons e nos maus momentos.

Nos últimos anos, o Padre Alexandre Mendonça foi uma voz activa de alerta das carências, sobretudo de alimentos e medicação, com que sofrem quer os venezuelanos, quer os portugueses que lá vivem, sendo que a sua preocupação com as necessidades e com a segurança da comunidade lusa foi mobilizadora de acções de solidariedade, tendo contribuído ainda para a definição de políticas de apoio aos mais necessitados.

“O padre Alexandre Mendonça prestou um serviço à comunidade portuguesa na Venezuela, à Madeira e ao País, deixando uma marca inapagável na vida de milhares de pessoas. A sua missão humanitária deve servir de exemplo para todos nós”, reza o comunicado dos centristas.

Por isso o CDS apresentou um voto de pesar na ALRAM.