Um comunicado assinado por Dina Letra, coordenadora regional do Bloco de Esquerda, refere que as eleições autárquicas são, na democracia portuguesa, aquelas que maior envolvimento e mobilização geram entre os partidos políticos e assentam, sobretudo, no contacto de proximidade.
A nota, divulgada ontem, dá conta de que o poder local é, por natureza, aquele que estabelece o primeiro contacto com os problemas e as dificuldades com que as e os munícipes se deparam no seu dia-a-dia e exigem, também por isso, uma diversidade de acções e intervenções por parte de quem é eleito.
Nas autárquicas agendadas para 26 de Setembro, referiu, “teremos a votação para as 54 freguesias e os 11 concelhos da Região Autónoma da Madeira, num total de 834 mandatos para os diferentes órgãos”.
A Comissão Política Regional do Bloco de Esquerda Madeira, mandatada pela Comissão Coordenadora eleita no passado dia 6 de Junho de 2021, tomou para si a exigente tarefa de liderar o processo autárquico, prossegue o comunicado.
“Volvidos quase dois meses de muito trabalho, foram hoje entregues as listas de candidatos ao concelho do Funchal, onde o Bloco de Esquerda-Madeira integra a Coligação Confiança. Este projecto, iniciado em 2013, que mudou o paradigma da capital da Região e trouxe uma lufada de ar fresco democrático, contou, desde a primeira hora, com o apoio do Bloco de Esquerda-Madeira. Hoje, o Bloco revalida a Confiança neste projecto transformador da cidade do Funchal”, sublinha esta responsável política.
“Focámos também o nosso trabalho em alguns concelhos do sul, mas cedo nos deparámos com constrangimentos vários, internos e externos, que nos obrigaram a procurar soluções alternativas. Neste curtíssimo espaço de tempo que tivemos para concluir todo um processo que leva meses de preparação e em que nada estava feito, a Comissão Política Regional, eleita há dois meses, envidou todos os esforços para tentar cumprir este objectivo. Apesar da disponibilidade manifestada por alguns aderentes e simpatizantes, não foi possível constituir e apresentar listas em outros concelhos da Região que cumprissem com todos os requisitos legalmente estabelecidos pela Lei Eleitoral”, explicou.
“A Comissão Política Regional do Bloco de Esquerda-Madeira agradece a todas e a todos os que, de diversas formas, deram o seu contributo durante todo este processo, que foi difícil, mas está convicta que com o empenho de todas e de todos os que se revêem nesta alternativa política vamos (re)construir caminho”, conclui o comunicado.
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