Pedro Gomes diz que CMF continua sem solução para falta de água potável no Galeão

Depois de ter lembrado as inúmeras vezes em que a Câmara Municipal do Funchal foi alertada para a falta do fornecimento de água potável no Sítio do Galeão – o sítio mais populoso da freguesia de São Roque – e depois de ter vincado, mais uma vez, a necessidade da autarquia apresentar uma resposta urgente “para um problema que já se arrasta há 3 anos”, Pedro Gomes, na qualidade de deputado municipal, lamentou hoje que o Executivo continue a insistir no erro e a não apresentar qualquer solução para as famílias afectadas por esta realidade.

Apelando à resolução do problema, a proposta do PSD apresentada pelo deputado municipal acabou por ser aprovada com os votos da maioria e a abstenção da coligação Confiança que, ainda assim, não se pronunciou aquando da intervenção, refere o PSD.

“Não é admissível que em pleno século XXI, e especialmente no meio de uma pandemia, a população seja privada de água potável para beber, cozinhar e higienizar”, disse, lamentando que a autarquia, tendo conhecimento desta realidade, tenha preferido cruzar os braços ao invés de agir e responder “aos legítimos apelos de uma população que está a ser gravemente prejudicada”. Um cruzar de braços que, sublinha, “se mantém depois desta Assembleia Municipal”.

Pedro Gomes que, a este propósito, criticou, ainda, o facto da Câmara ter ainda agravado o problema: “Numa infeliz tentativa de aumentar a pressão de água potável na rede pública, na zona do Galeão de Cima, esta autarquia eliminou uma boca-de-incêndio naquele local populoso e de risco, em plena chegada de verão, expondo a população a todos os tipos de perigos que implicam um incêndio nas zonas altas, sem qualquer protecção. Ou seja, em vez de resolver um problema, esta autarquia criou dois problemas. Nem água nas casas, nem água na boca de incêndio”.

“Depois de mais de um ano e meio de provações sociais, económicas, devido à crise pandémica, este executivo deveria ter investido mais na Cidade. Deveria ter reflectido de forma séria, honesta e profunda acerca do muito que havia a fazer e, não, limitar-se a transformar o Funchal numa cidade a duas velocidades, na base de uma governação que discrimina as zonas altas e a sua população”, salientou este partido.

“A população das zonas altas exige igualdade de tratamento, exige investimento, exige viver condignamente e exigimos que exista uma resposta rápida e eficaz para todos os residentes do Galeão”, concluiu Pedro Gomes.