ASPP protesta amanhã frente ao Ministério da Administração Interna

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia-ASPP/PSP agendou para amanhã, dia 2 de Junho, uma concentração na Praça do Comércio, em frente ao Ministério da Administração Interna (MAI), em forma de protesto, pelo tratamento dado pelo Governo à questão da pré-aposentação na PSP.

“As algemas (na imagem) que exibiremos no local são uma metáfora da realidade. Não podemos estar presos, reféns de vontades e derivas políticas do Governo”, refere a associação.

Com a aprovação e publicação do Estatuto Profissional da PSP em 2015, ficou plasmada a intenção de saída de um número de profissionais (800/ano), numa fase transitória, para que no ano de 2020, estivessem reunidas todas as condições para que um polícia com 55 anos de idade e 36 de serviço pudesse entrar, caso fosse sua vontade, na situação de pré-aposentação.

Facto é que o estipulado na lei nunca foi cumprido pela Direcção Nacional da PSP, queixa-se a ASPP.

Situação agravada em 2021, por força do OE que impede a saída para a pré-aposentação os policias que reúnam ou ultrapassem os requisitos previstos no seu Estatuto Profissional.

Os polícias, face a esta situação que se arrasta desde 2015, pela situação pandêmica que se atravessou e que se julgou ser o mote para este barramento, perante ainda a justa saída dos profissionais da GNR, vão demonstrar o seu desalento, a revolta e a sua predisposição na continuidade da luta, informa um comunicado.

A ASPP/PSP apela para que, em nome do respeito e dignificação dos profissionais da PSP, este problema seja resolvido de imediato. Se tal não acontecer, os protestos subirão de nível, promete.

A agremiação já há dias tinha também protestado contra o andamento do processo de vacinação na Polícia de Segurança Pública, questionando-se “como foram escalados polícias para acções de fiscalização de combate à pandemia, para Cimeiras, para eventos desportivos sem estarem vacinados, como por exemplo o pessoal de apoio à actividade operacional e o pessoal da Polícia Municipal do Porto”. Isto entre outras reivindicações relacionadas com o “corte de folgas, restrição de férias, corte de folgas compensatórias” sempre que acontece um grande evento”. A ASPP questionou ainda porque, “após tanto tempo passado e a existência da Portaria, porque razão não foi ainda efectivado o pagamento do subsídio de risco Covid aos polícias, se os mesmos estiveram também na linha da frente no combate e com os seus direitos uma vez mais barrados, inclusive o gozo de férias?”