Estepilha – O parque do Hospital, as “borlas” e as “entidades competentes”

Estepilha, bem que parecia que esta história do recuo do parque de estacionamento do hospital na gratuitidade prometida aos profissionais de saúde, tinha, como diz o povo, “gato escondido com o rabo de fora”. A gerência da empresa concessionária do espaço já tinha enviado cartas, aos profissionais utentes do parque, a dar o dito pelo não dito, mas ao mesmo tempo deitando “carga” de cima dos ombros, “carga” de responsabilidade para aquilo que disse ser a falta de acordo com “entidades competentes”, não fosse a gente pensar que existiam “entidades incompetentes” e aí era o cabo dos trabalhos.

Mas hoje, na conferência de imprensa de balanço do dia da Covid-19, respondendo a uma questão do Funchal Notícias, que fez eco dessa notícia do recuo do parque, o secretário regional da Saúde, sem querer tirar foco numa resposta que, disse, o SESARAM e a vice presidência iam fazer, mas que até este momento não chegou, esclarecia um pouco a situação. Não se sabia quem eram as “entidades competentes” e ficámos, assim, a saber.

Pedro Ramos esclareceu que “o que queremos é que todas essas verbas que seriam pagas ao parque de estacionamento possam ser usadas para a aquisição de material necessário para os nossos profissionais de saúde poderem responder de uma forma adequada. Será mais uma ajuda adicional (…)”.

Estepilha, ainda bem que vai para a aquisição de material quando era para outra coisa. Só de pensar que estava reservado para uma situação desta “necessidade”, arrepia. Não na necessidade efetiva dos profissionais, mas nesta “necessidade” de uma empresa. Pensar que esse dinheiro foi pensado para compensar o parque de uma atitude que até parecia solidária, de acordo com o momento, em que todos colaboram um pouco, fica difícil. A vida está dificil para todos, e para quem arranca euros como quem come tremoços durante o ano, bem podia ter um gesto durante um mês. Pensar nisso é que é o diabo.

Por isso, o Estepilha até achou bem este recuo, este desfecho do “negócio” que estava ali na forja sem se saber. Agora, o Governo deve é ter cuidado com estas coisas para não falhar, caso contrário leva com aquela de “entidades competentes” e fica com a “careca de fora”. Melhor ainda, não deve meter-se neste tipo de compensações.

Como diz o povo, para desanuviar em tempo de preocupação, zangam-se as comadres…descobrem-se as verdades.

Fiquem em casa. Mas sempre atentos…


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