Pagamento de dois terços das contribuições para o segundo semestre e linha de crédito para manter emprego

O primeiro ministro António Costa considera que este “é um momento de emergência sanitária, mas também um momento de emergência económica. É essencial assegurar liquidez às empresas e garantir às famílias que não perdem rendimentos. Salvar vidas, salvar empregos”. Foi assim que Costa falou depois de um conselho de ministros e de uma reunião com Marcelo.

Costa não deu falsas esperanças aos portugueses, admitiu que as empresas e as famílias irão perder rendimento, mas prometeu que, ao nível do Governo, será feito tudo para compensar essa perda de rendimento para manter emprego. “Não é de crer que daqui a 15 dias teremos o fim do estado de emergência, Sejamos verdadeiros com as pessoas. Não é uma luta só contra o vírus, mas pela sobrevivência. É um momento de todos nos ajudarmos uns aos outros, na prevenção, na salvação das vidas mas também na recuperação da economia”.

Depois de uma audiência com o Presidente da República, com os Representantes da República para a Madeira e Açores presentes, o primeiro-ministro anunciou “uma linha de crédito para garantir emprego. E adotamos uma medida fundamental, adiando para o segundo semestre o pagamento de dois terços das contribuições sociais e entregas de IVA, IRS e IRC, para contribuir para manter atividade e manter postos de trabalho”.

Para quem está em casa acompanhando os filhos, haverá uma prestação suplementar.

“Haverá apoio ao comércio, que é particularmente atingido e iremos continuar a apoiar o setor social para continuar a desenvolver o trabalho de apoio aos mais vulneráveis. A suspensão de caducidade de contratos de arrendamento e prorrogação automática dos subsídios de desemprego e de Rendimento Social de Inserçã, são outras das matérias”.


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