
O Representante da República para a Madeira foi chamado a Lisboa e ja viajou a bordo do Falcon da Força Aérea, que também transportou o Representante da República para os Açores. No regresso à Região, está garantido, Ireneu vai cumprir o período de quarentena, como recomendam as autoridades de saúde.
Oficialmente, pouco se sabe sobre a deslocação de Ireneu, mas a mesma deverá ter a ver com a aplicação do “estado de emergência” nas Regiões Autónomas, uma vez que os Representantes assumem a autoridade máxima nos dois arquipélagos, relativamente ao cumprimento das medidas que a “emergência” impõe. Além disso, a Região apresentou já o seu plano de medidas, que incluem a obrigatoriedade de quarentena aos passageiros que chegam ao aeroporto, uma decisão que depende da autorização da República. E neste domínio, Ireneu Barreto já disse que concordava com essa medida, mas não tinha autoridade para decidir e teria, forçosamente, de consultar tanto o Presidente da República como o chefe do Governo.
A chamada a Lisboa surge num contexto de crise devido ao plano de contenção da COVID-19, registando-se o facto de António Costa ter anunciado a criação de um gabinete de crise, que se reúne presencialmente, no qual não consta qualquer elemento indicado pela Madeira e pelos Açores, depreendendo-se que essa representação já esteja contemplada pelas competências que estão atribuídas aos Representantes, sendo por isso natural que a participação de Ireneu, em eventual reunião do gabinete de crise ou em audiências com Marcelo e Costa, fosse considerada importante se se concretizasse de forma presencial, mesmo sabendo que uma deslocação desta natureza implicaria a quarentena no regresso.
Têm sido muitas as críticas sobre esta deslocação, sobretudo porque bem recentemene, o Conselho de Estado decisivo para o decreto do “estado de emergência”, reuniu-se por videconferência, além de que todas as reuniões de orgãos de governo, têm sido transferidas para transmissão através dos meios tecológicos disponíveis.
Em contraponto a esta dúvida está o facto do gabinete e crise ter garantido que reuniria e forma presencial, situação que legitimava, de certo modo, esta deslocação de urgência de Ireneu Barreto, pela Madeira, e Pedr Manuel Catarino, pelos Açores.
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