Miguel Gouveia promete para breve novidades para o projecto do Matadouro; visitou escoteiros lá instalados

Fotos: Rui Marote

O edil do Funchal, Miguel Silva Gouveia, declarou hoje ao Funchal Notícias que em breve deverá haver notícias relativamente ao Matadouro do Funchal. Neste momento, explicou, está lançado o concurso para a reabilitação daquele espaço, transformando-o numa incubadora de indústrias criativas, ideia avançada pelo executivo de Paulo Cafôfo. A ideia, declarou, é transformar um espaço durante longo tempo subaproveitado “naquilo a que chamamos um ecossistema criativo”.

O concurso público encontra-se “em fase de conclusão”. Até ao final deste mês, adiantou, poderá sair uma adjudicação. O valor da obra cifra-se em quatro milhões de euros, financiados parcialmente pelo Fundo de Turismo. Depois da adjudicação, o processo terá de ser apreciado pelo Tribunal de Contas, mas Miguel Silva Gouveia espera ainda este ano poder apresentar novidades práticas para a obra do Matadouro.

Já há muito tempo que aquele espaço aguarda que se lhe dê outra utilização. Já no tempo em que Miguel Albuquerque era presidente da Câmara Municipal do Funchal, se avançou com a ideia de ali criar um Museu de Arte Contemporânea, mas tal intenção nunca passou das palavras. A ideia de criar no Matadouro uma “incubadora de indústrias criativas” data já do programa eleitoral do primeiro mandato de Paulo Cafôfo à CMF.

Miguel Silva Gouveia fez estas declarações ao Funchal Notícias à margem de uma visita que realizou hoje ao agrupamento de escoteiros 101 de Santa Luzia, instalado na parte norte do Matadouro, visita essa inserida no âmbito das suas “Presidências Abertas”.

Desde 2014 que este grupo de escoteiros tem um contrato de comodato com a CMF, que lhes cedeu este terreno. Os escoteiros criaram ali uma série de estruturas edificadas onde desenvolvem a sua actividade, que Miguel Gouveia considerou “profícua”.

Os escoteiros, disse o presidente da CMF, desenvolvem ali uma educação informal, “capacitando os jovens e não só” e dando-lhes uma formação complementar à oficial.

Elogiando o chefe Hélder Jardim e o seu grupo, deu-o como exemplo do “bom aproveitamento” dos incentivos municipais ao associativismo, colocado ao serviço da comunidade, em áreas tão diversas como a solidariedade e a protecção civil, além da formação ambiental, e a socialização e o companheirismo.