Uma desvinculação e uma renúncia no Mais Porto Santo, Castro diz que elemento que saíu “era um crítico do Governo”

Assemblçeia Municipal edificio
A decisão de desvinculação de António Vasconcelos e a renúncia de Carlos Rapoula foram anunciadas na Assembleia Municipal do Porto Santo.

Uma desvinculação e uma renúncia, Foi isto mesmo o que aconteceu no “Mais Porto Santo”, nos últimos dias. Por motivos diferentes. António Vasconcelos, que integrou as listas do movimento, anunciou na Assembleia Municipal que iria desvincular-se e Carlos Rapoula, que é deputado municipal, apresentou a renúncia na reunião de ontem deste orgão.

O líder do “Mais Porto Santo” José António Castro esclarece que no caso de Carlos Rapoula “é professor e as novas atribuições profissionais não lhe permitem manter esta atividade como representante na Assembleia Municipal, mantendo-se no entanto ligado ao movimento. Será substituído por Lino Menezes”.

No que se refere a António Vasconcelos a situação é bem diferente, segundo revela o líder do Mais Porto Santo, adiantando que a desvinculação foi acertada numa reunião interna havida esta semana, onde foi colocada a questão da saída em virtude de “várias atitudes que aquele elemento vinha tomando, designadamente de critica ao Governo Regional”, situação que foi entendida como inconveniente num quadro, como se sabe, de apoio do movimento ao Governo nas últimas eleições regionais.

Uma informação da Assembleia Municipal dá conta dessa desvinculação e aponta descontentamento e preocupação, de António Vasconcelos, relativamente aos desentendimentos entre partidos no Porto Santo, posicionamento que ocorre na sequência dos resultados eleitorais que deram a vitória ao PS por larga margem.

José António Castro lembra que o ex-membro “não tinha condições para continuar, depois de ter criticado um Governo que investiu 11 milhões de euros no Porto Santo”. E revela que, recentemente, “apesar do senhor António Gonçalves fazer sistematicamente críticas à Saúde, eu e o secretário regional da Saúde reunimos com ele e resolvermos vários assuntos que tinha pendentes no setor”.

Castro diz ainda que “esse senhor fez parte da lista mas nunca participou em qualquer reunião. Sendo assim, sem atividade e sistematicamnete crítico com o Governo e o presidente do Governo, num enquadramento em que o Movimento Mais Porto Santo apoiava o executivo madeirense nas eleições, era natural a sua saída”.