Barreto promete programa de governo do CDS Madeira até final de julho

Rui Barreto programa de governo AO líder do CDS Madeira anunciou esta quinta-feira que o partido irá apresentar o seu programa de governo aos madeirenses e porto-santenses, até ao final do mês de julho. Rui Barreto falava na 12.ª Conferência/Debate “Ouvir a Madeira, um problema uma solução”, desta vez subordinada ao tema “Cultura – uma mais valia económica e social”, que teve como oradores convidados João Relvão Caetano, pró-reitor da Universidade Aberta, e José Paulo do Carmo, empresário e dinamizador cultural, e a moderação Armando Santos, professor do Conservatório.

O líder do partido da oposição garantiu que caso o CDS venha a ter influência no próximo elenco governativo da Região, o setor da cultura terá 1% de dotação orçamental. “O CDS valoriza muito a cultura e as indústrias criativas”, começou por referir. “Creio que é assim que devemos falar quando abordamos a cultura para esbater uma certa ideia vigente de que a cultura é um património da esquerda. A cultura é património de todos os cidadãos, faz parte da identidade de um povo. A cultura pode e dever ser motor do crescimento económico.”

Rui Barreto elencou as cinco ideias que o CDS irá plasmar no programa que apresentará ao eleitorado para as eleições regionais de 22 de setembro. Fazer o mapeamento cultural da Região para conhecer as potencialidades e oportunidades. Promover um maior investimento nas indústrias criativas. “Há muitos agentes culturais, com boas ideias, de valorização cultural e territorial e das nossas características que merecem apoios”, disse. Integrar os agentes culturais regionais em redes nacionais e internacionais, criando uma rede network e através dela trazer potencial para a Região e, por outro lado, dar a conhecer a Região no exterior. “Num ano em que estamos a comemorar os 600 anos da descoberta da Madeira, era isso que deveríamos estar a fazer”, anotou. Dotar a cultura com 1% do nosso produto. “No programa de governo que o CDS vai apresentar, iremos cumprir com esse valor até ao final da legislatura”, assumiu o compromisso. Formar mais e melhor os agentes culturais em técnicas de comunicação e marketing. “Temos de organizar roteiros para aproveitar o imenso património que a Madeira tem nas artes, na literatura, na música, no espectáculo, na poesia, no património”, conclui.

A dimensão económica do setor da cultura é hoje um dos segmentos estruturantes das economias mais evoluídas e prósperas, sendo Portugal um dos países com menor peso do setor cultural na criação de riqueza.

Este ciclo de conferência/debates tem contado com o contributo de personalidades independentes das diferentes áreas económicas, sociais e culturais. É coordenado pelo deputado e presidente do Conselho Económico e Social do CDS, José Manuel Rodrigues, e tem como objectivo principal preparar o programa de governo.