Albuquerque pensava que Costa vinha à Madeira dizer que ia meter ordem na TAP e que ia rever o subsídio de mobilidade

Albuquerque Festa da cebola AAlbuquerque Festa da Cebola BAlbuquerque Festa da Cebola 3O presidente do Governo Regional esteve hoje na Festa da Cebola, no Caniço, onde deixou uma mensagem que foi no sentido de liderar “um Governo que está a trabalhar para toda a Madeira”, do PSD, com o presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, do Juntos pelo Povo, a ouvir. Mas foi para António Costa, o primeiro-ministro e líder nacional do PS, que hoje esteve na Madeira, numa ação partidária, a maior “fatia” de críticas. “Veio à colónia”, foi uma das acusações.

Miguel Albuquerque diz que “para continuarmos a tarbalhar, é preciso saber quem está connosco e quem não está connosco. Hoje, veio um senhor primeiro ministro, que veio à colónia, veio uma hora e foi embora. Eu estava à espera que ele viesse dizer quando é que ia meter ordem na TAP e a companhia passava a praticar preços decentes para a Madeira. Também estava convencido que ele vinha à Madeira para dizer que ia acabar com os juros vergonhosos que o Estado português cobra aos madeirenses e portosantenses e que esse dinheiro, que são 12 milhões de euros a mais, seria muito importante para apoiar as nossas escolas, os nossos agricultores, o nosso centro de saúde. Pensei, também, que vinha explicar porque razão não fez a revisão do modelo de mobilidade, estamos há mais de três anos à espera, mas não falou sobre o assunto”.

Albuquerque disse que aquilo que António Costa veio dizer “foi uma inverdade, que a Madeira tinha uma baixa execução dos fundos comunitários, mas se formos ver os números, a Madeira tem uma taxa de execução superior à nacional”.

Para o presidente do Governo “é importante que estejamos na primeira linha da defesa da nossa terra. Devemos às nossas gerações a defesa dos direitos, liberdades e garantias, aquela que é a democracia na Madeira e aquilo que os madeirenses desejam. É uma luta fundamental. Pertenço a uma geração que fez a mudança essencial na Madeira, a Autonomia. Cabe à nova geração defender aquilo que são as conquistas. Jamais poderemos largar não disso”.