O ADN Madeira veio considerar, em comunicado, que os jardins da Praça do Povo merecem mais cuidado (um aspecto que foi ainda há dias abordado no Funchal Notícias, numa reportagem ilustrada da autoria de Rui Marote).
Na opinião da Alternativa Democrática Nacional (ADN), para muitos turistas, o primeiro contacto com a Região Autónoma da Madeira acontece através dos navios de cruzeiro. Esses visitantes chegam com a expectativa de encontrar o destino que lhes foi promovido e com o desejo de regressar numa futura oportunidade. Contudo, a realidade nem sempre corresponde à reputação da Madeira enquanto um dos melhores destinos turísticos, distinção amplamente comprovada pelos inúmeros prémios que a Região tem conquistado ao longo dos anos.
Na perspectiva do ADN, essa primeira impressão fica, infelizmente, aquém daquilo que a Madeira merece apresentar. Logo à saída da Pontinha, os turistas deparam-se com uma rotunda que constitui um cartão de visita pouco condizente com a imagem de excelência da Região, marcada pela presença de relva e plantas secas, que parecem receber água apenas quando chove.
À medida que caminham em direcção ao centro da cidade, o cenário torna-se preocupante. O jardim da Praça do Povo evidencia claros sinais de falta de manutenção e cuidado, com plantas e arbustos secos e
relvados degradados e, em alguns locais, praticamente inexistentes. Apesar de existirem sistemas de rega instalados, apenas uma pequena parte se encontra em funcionamento, sendo visível que, na maioria dos espaços ajardinados, a terra apresenta um estado de secura acentuado, aponta o ADN.
Para o partido esta situação é motivo de grande preocupação, sobretudo tendo em conta que o verão ainda nem começou e os jardins já revelam um avançado estado de degradação. Este abandono não afecta apenas a imagem
transmitida aos turistas; representa também uma falta de consideração para com os residentes, que convivem diariamente com estes espaços públicos sem os cuidados adequados.
O ADN considera, por isso, fundamental que as entidades responsáveis pela manutenção dos jardins reforcem os mecanismos de supervisão e fiscalização, assegurando uma gestão mais eficiente e capaz de garantir espaços verdes cuidados, dignos e devidamente preservados. Não é esta a imagem que a Madeira deve oferecer a quem nos visita, sobretudo quando os próprios turistas contribuem, através da taxa turística, para o reforço da limpeza, manutenção, melhoria e preservação dos espaços públicos.
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