CDU aponta o dedo: há obras urgentes que já deviam ter sido realizadas há muito, quase uma década depois da aluvião de 2010

A CDU esteve hoje de manhã na freguesia do Curral das Freitas, a contactar com as populações, para abordar o que ainda falta fazer, quase uma década decorrida sobre a aluvião do 20 de Fevereiro de 2010. De acordo com declarações do dirigente Alexandre Fernandes, prestadas no Sítio da Achada, “passados que são 9 anos sobre a intempérie do 20 de Fevereiro de 2010, que atingiu fortemente a Região, constatamos que ainda há obras urgentes que há muito já deveriam ter sido realizadas, mas pelas quais as populações aguardam ansiosamente”.

A CDU reclama ter sido, desde o primeiro momento, a força que mais meios e verbas exigiu para a reconstrução das localidades afectadas pela catástrofe

Não é por falta de meios financeiros que as obras que ainda faltam fazer não foram realizadas, dizem os comunistas. “A Lei de Meios está em vigor e devidamente suportada do ponto de vista orçamental. Muito está por fazer no Curral das Freiras, no que toca ao processo de reconstrução e reabilitação local. Apesar da normalização de algumas situações de perigo, as populações do Sítio da Achada desesperam pela regularização do ribeiro que transbordou no dia da intempérie, colocando pessoas e bens em perigo. O Governo Regional gastou recentemente 3,5 milhões de euros em obras a jusante do ribeiro da Achada, mas, a montante, o problema continua. Perguntamos nós, até quando?”, referiu Alexandre Fernandes.

O partido critica os milhões de euros esbanjados na baía do Funchal, os milhões gastos nas fozes das ribeiras no centro do Funchal, e que muita falta fazem onde mais se justificavam, ou seja, nas escarpas dos lugares da tragédia, onde pouco foi realizado para proteger as populações.

A CDU aponta que é obrigação do Governo Regional e da Câmara Municipal garantir todos os meios necessários para restabelecer a normalidade e garantir o bem-estar e a qualidade de vida das populações afectadas.