Rafael Macedo diz que “se tivesse Radioterapia no Público não gastariam 22,5 milhões que dariam para comprar quatro unidades de Santa Rita”

Hoje, na rede social Facebook, o médico diz que “Pedro Ramos altera realidade”.

O médico que denunciou a fraca produtividade da Unidade de Medicina Nuclear, que dirige, e o recurso a serviços privados com gastos de milhões para o setor público, situação relatada numa reportagem emitida ontem pela TVI, reforçou críticas ao SESARAM no funcionamento daquela estrutura, durante um debate que se seguiu à emissão da reportagem, na TVI24. Com outros convidados, entre eles o advogado Garcia Pereira.

Hoje, já após a conferência de imprensa do secretário regional da Saúde, que disse haver recurso à Quadrantes, em 90% ao nível da Radioterapia, serviço que o SESARAM não tem, o médico escreveu, na sua página da rede social Facebook, que “Pedro Ramos altera a realidade. As osteodensitometrias não precisam de radiofarmacos (para realizar cintigrafias e tratamentos radiomoleculares) e servem para diagnosticar osteoporose. Por isso (2700 osteodensitometrias e, apenas, 850 cintigrafias). Se tivesse radioterapia no público não gastariam 22,5 milhões que dariam para comprar 4 Unidades de Santa Rita tudo incluído e de topo”.

No debate da TVI, Rafael Macedo referiu que “desde que entrou este Governo Regional, que há uma tentativa de destruição do serviço para entregá-lo a privados. E agora há uma tentativa de desvalorizar as pessoas”.

O médico diz que “temos equipamentos muito superiores aos do grupo Joaquim Chaves. Temos uma equipa preparada. A nossa atuação permite relatórios no mesmo dia e a empresa Quadrantes, desde a realização do exame até à emissão do relatório demora 8 meses, o que é negligente para um doente oncológico. E temos casos de negligência grosseira na Madeira”.