
Morreu em Lisboa, onde vivia, vítima de doença prolongada, o padre madeirense José Maria Araújo, natural do Jardim do Mar e que integrou o conhecido grupo dos “Padres do Pombal”, um movimento que se constituíu na década de 60/70 fruto de algumas situações interpretadas como ameaça à Igreja Católica.
Reza a história que o grupo era liderado pelo padre João da Cruz, que esteve ligado á Juventude Operária Católica, que ao contrário do resto do País, na Madeira estava ligado à esquerda. Serem conhecidos por padres do Pombal era tão simplesmente por terem encontrado uma casa na Rua do Pombal, onde passaram a viver depois do então Bispo ter decidido que não poderiam continuar a viver no Seminário.
Os padres do Pombal foram alvo da Polícia do regime, a PIDE, que mantinha atenção redobrada ao contéudo das homilias, uma vez que era considerado um grupo progressista, merecendo inclusivé a monitorização por parte até de elementos do clero.
O padre José Araújo frequentava a casa do Pombal e segundo o padre Mário Tavares “tratava-se de um grupo que procurava já uma perspetiva de evolução da Igreja Católica”, lembrando que aquando da saída do padre da Madeira e da Igreja, na altura era pároco da paróquia do Carmo, em Câmara de Lobos, escreveu uma carta de despedida aos paroquianos.
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