No dia seguinte

Foi com muito prazer que uma vez mais participei nos trabalhos do XVII Congresso do PSD Madeira que se realizou no passado fim de semana o qual reiterou o Dr. Miguel Albuquerque para mais um mandato como presidente da Comissão Política do PSD-Madeira e candidato natural às próximas eleições regionais.

Mas afinal, o que valeu este congresso?

Eu diria desde logo que valeu muito mais do que se tenta fazer passar aos madeirenses, especialmente por um grupo de jornalistas de alguns órgãos de comunicação social, que numa conduta inqualificável, são incapazes de exercer a sua profissão com a isenção que a mesma merece. Dignificar a sua profissão exige informar bem e não se refugiar no seu estatuto profissional para retóricas a favor de que partido for, com a agravante de por vezes poder estar fomentar sentimentos ódio entre madeirenses; se o vosso propósito é fazer política, então entreguem a carteira profissional e tenham coragem de ir a votos.

Valeu pela participação do Dr. Alberto João Jardim que ao contrário do pretendem semear, não ofuscou nada nem ninguém, antes, porém, receiam consequências nefastas uma vez que já tinham dado como certo capitalizar com o seu distanciamento. Como o próprio referiu na sua intervenção “sou e serei sempre social democrata”.

É também sinal que valeu muito mais do que se apregoa, quando os partidos da oposição não são capazes de admitir que o PSD sai reforçado e melhor preparado para as eleições que se avizinham e que lhes compete contrapor com a competência; é no mínimo aquilo que o seu eleitorado exige, é um exercício de humildade ao alcance de muito poucos.

Valeu pelo entusiasmo e pela participação que a reunião magna dos sociais democratas madeirenses teve, registando de  mais de cinquenta intervenções, obrigando os trabalhos a entrar pela madrugada fora; se a isto acham que é um partido amorfo, dividido  e em fim de linha, então, eu cá para mim eu acho, que demonstra a vitalidade, dinâmica dos seus militantes e entusiasmo em levar de vencidas os atos eleitorais deste ano. Demonstra ainda que neste partido, assiste pluralidade de opinião indiferente ao cargo ou posição que ocupa; não é como certos partidos que usam e abusam da palavra “democracia”, mas onde se aplicam variadas vezes a “lei do garrote” à opinião quando esta desvia da posição oficial.