PTP lança críticas tanto ao PSD como ao PS nas práticas políticas e lamenta que as suas propostas para o Orçamento não tenham sido aceites

O PTP apresentou 11 propostas no âmbito do Orçamento Regional para 2019, “que em muito iriam dignificar a vida regional”, disse hoje a deputada Raquel Coelho no parlamento, que debate o orçamento e plano para o próximo ano. Porém, lamentou, o PSD “optou por desperdiçar” as propostas trabalhistas. “Com o suposto fim da austeridade julgávamos que ar seria mais respirável, tanto na Madeira como no território continental”, referiu a deputada. “A verdade é que o neoliberalismo tomou conta do nosso país, com ajuda dos partidos do arco do poder e nem uma maioria parlamentar de esquerda conseguiu por cobro à situação e por isso a nossa democracia e o Estado de Direito estão cada vez mais  postos em causa”.

Os trabalhistas apontam também o dedo aos “partidos da geringonça”, que “pouco têm feito para combater esse sistema de rapinagem contra o povo. Tanta a esquerda no Continente, como a direita na Madeira mantêm uma elevada carga fiscal, promove baixos salários e reformas e congelamento das carreiras na função pública”, lamenta o PTP.

Os trabalhistas consideraram ainda um logro a chamada “renovação” do PSD, considerando que o partido continua refém dos vícios do passado, enquanto “os problemas das populações prosseguem sem solução à vista, nomeadamente, na garantia da continuidade territorial, na política de transportes para o arquipélago, no elevado custo de vida, na dupla insularidade do Porto Santo, no desemprego, na pobreza e na emigração forçada”.

Por outro lado, “para além do embuste da denominada renovação do PSD, verificamos que as forças da oposição que conquistaram opoder local, em vez de inverterem as más práticas encetadas pelas governações anteriores, passaram a assumir o mesmo tipo de vícios e práticas do PSD, apostando no caciquismo, na subjugação da participação cívica das populações e no controlo da imprensa. Particularmente, a Câmara Municipal do Funchal”.