Extração de inertes na Ponta do Sol faz CDS-PP lançar questões e alertas

Lopes da Fonseca Ponta do Sol 2
O CDS/PP questiona: “A empresa a quem foi adjudicada esta extração, para que efeitos utiliza a pedra retirada? Para onde vai essa pedra? É para benefício próprio ou benefício público?”

A vereadora do CDS-PP na Ponta do Sol já tinha manifestado a sua apreensão pela extração de inertes que ali ocorre e cujas consequências poderão ser nefastas em termos de segurança de pessoas e bens. Essa preocupação foi agora reforçada durante uma ação partidária, com o deputado Lopes da Fonseca presente. Os centristas querem saber quem é que fiscaliza o volume de extracção de inertes na ribeira e na praia da vila da Ponta do Sol.

“O que está a acontecer é preocupante”, disse o deputado, que esta manhã visitou um dos locais indicados pela população, na companhia da vereadora do CDS, Sara Madalena. “No caso da ribeira há já uma sapata ‘descalça’ [a que suporta a ponte na zona histórica, ao lado do edifício da Câmara], e também na praia a população acha que foram retirados demasiados inertes, e a questão que se coloca é esta: é evidente que é preciso limpar a ribeira e a praia, mas até onde há fiscalização?”, interroga o parlamentar, para logo lançar outras perguntas: houve fiscalização do governo regional, que foi a entidade que adjudicou a empreitada à empresa privada, e a autarquia fez alguma fiscalização? “As pessoas estão preocupadas com a segurança devido a este problema na ribeira mas também em relação ao excesso de pedra retirada do calhau porque com o agravamento do tempo o mar poderá causar problemas ao centro da vila”, alertou António Lopes da Fonseca, que voltou a colocar mais dúvidas: “A empresa a quem foi adjudicada esta extração, para que efeitos utiliza a pedra retirada? Para onde vai essa pedra? É para benefício próprio ou benefício público?”, dúvidas que o CDS quer ver esclarecidas pelo governo regional ou pela autarquia.