Nós, Cidadãos! acusa: continuam a faltar psicólogos nas escolas da RAM

O partido “Nós, Cidadãos!” veio hoje constatar, em comunicado, que continuam a faltar psicólogos nas escolas da RAM. Recordando declarações recentes do secretário regional da Educação, Jorge Carvalho, que afirmou que na Região temos “um rácio
interessante de 1 psicólogo para 700 alunos, quando a nível nacional é de 1 para 1500 alunos”, esta força política lamenta que o governante, em seu entender, escolha ignorar a realidade concreta de cada escola e o serviço efectivamente prestado (ou não) aos alunos.

Após audição a alguns professores e alunos das escolas madeirenses, e bem assim a encarregados de educação, o partido afirma que continua a verificar-se uma carência de psicólogos, e dá como exemplo as duas maiores escolas Secundárias do Funchal (Escola Secundária Francisco Franco e Escola Secundária Jaime Moniz), que são frequentadas por perto de 2500 alunos cada – e onde chegam cada vez mais alunos com diversas dificuldades e necessidades educativas especiais; neste ano escolar, o número de psicólogos que
trabalha no Serviço de Psicologia e Orientação (SPO) é de apenas um, o que “é manifestamente escasso e, seguramente, impossibilita que os profissionais desenvolvam na plenitude (e com eficácia) a sua actividade”. Aqui o rácio “interessante de 1 psicólogo para
700 alunos” está muito longe de ser alcançado!

O Nós, Cidadãos!, sublinha que as vantagens destes profissionais são notórias: para além de auxiliarem os alunos e a comunidade escolar em “tempos de crise”, estão aptos a intervir na comunidade na prevenção de comportamentos de risco, na promoção do sucesso escolar e contribuem sem dúvida para um desenvolvimento mais pleno e feliz das crianças e jovens. Podem “sinalizar” necessidades de intervenção ainda antes de sentidas pela própria escola, sobretudo quando um estudo realizado recentemente (no ano lectivo 2017-2018), no âmbito do programa “+Contigo”, que envolveu cerca de 6.900 alunos, dos quais 6.100 foram validados, mostra que um em cada quatro alunos do 7.º ao 12.º ano apresenta sintomas de depressão, com especial incidência nas raparigas, ou seja, 26% de adolescentes têm sintomatologia depressiva.

A contratação de mais profissionais da área – e a sua permanência efectiva nas escolas da RAM – não pode ser vista como um
“luxo”, mas sim uma necessidade, concluem os responsáveis do “Nós, Cidadãos!”.