Nem da praia o Governo Regional quer saber, acusa o “Mais Porto Santo” que aponta ainda o dedo à “concorrência desleal do ferry”

Praia Porto Santo A
“Mais Porto Santo” acusa o Governo Regional de abandonar a praia do Porto Santo com a conivência da Câmara. Fotos DR

Praia do Porto Santo B

O movimento Mais Porto Santo emitiu uma nota de crítica ao Governo Regional, relativamente ao que classifica de “forma descuidada e desgovernada como considera a praia do Porto Santo, uma das sete maravilhas de Portugal, que se encontra ainda, em muitas zonas, num estado desolador”. E nisto não exclui a Câmara da ilha, que acusa de ser “conivente”.

“Para passear, aparecer em festas e para chefiar para o espetáculo este Governo Regional está sempre pronto. Até se dá ao luxo de iludir o povo madeirense e porto-santense anunciando que promete e cumpre. Mas a que preço? Financiando uma ligação marítima entre o Funchal e Portimão que é um verdadeiro fiasco e que custa 250 mil euros por viagem aos contribuintes?”, interroga o movimento liderado por José António Castro, também vereadr.

Castro considera ser “uma vergonha o que se passa. É cada vez mais abusiva e lamentável a liderança social-democrata, que não tem vergonha de insistir na promoção de uma concorrência desleal para com o Porto Santo e os porto-santenses, oferecendo viagens a um custo quase idêntico entre o Funchal e a Ilha Dourada e o Funchal e Portimão, só para ficar bem na fotografia”, exigindo “uma resposta urgente por parte das entidades competentes no sentido de se minimizarem os estragos evidentes em algumas zonas do areal, que foram seriamente afetadas nos últimos temporais”.

“Ninguém assume responsabilidade numa questão premente para o turismo da nossa terra, seja o Governo Regional, a Direção Regional de Administração Pública do Porto Santo ou a própria Câmara Municipal do Porto Santo. Estão todos à espera que seja a natureza a fazer milagres quando todos nós sabemos que é urgente uma intervenção humana no sentido de recuperarmos uma boa área da nossa praia, como por exemplo a zona do Portinho, que era muito procurada por famílias e que se encontra num estado consternador”, reforça o líder do “Mais Porto Santo.

Castro “bate-se” pela defesa da praia, diz ser “inadmissível e até triste” a prioridade do Governo Regional em “concorrência desleal” ou “o aumento do campo de golfe”, sublinhando que essa postura do Governo de Albuquerque visa “agradar alguns em vez de lutar pela preservação de um bem comum, a praia mais bonita do mundo”.

O Mais Porto Santo desafia ainda a Câmara Municipal do Porto Santo a esclarecer se está de acordo com a “concorrência desleal que o Governo Regional está a promover em termos de ligações marítimas”. Castro diz que “está na hora das pessoas que estão à frente do Executivo camarário se afirmarem, deixarem de estar reféns de quem manda na Quinta Vigia”.