Rocha da Silva aponta na ALRAM as deficiências no parque arbóreo do Monte

*Com Rui Marote

Depois das declarações ontem prestadas pelo ecologista Raimundo Quintal na Assembleia Legislativa da Madeira relativamente ao estado das árvores do Largo da Fonte, no Monte, hoje foi o engenheiro agrónomo e antigo director regional de Florestas, Rocha da Silva, a apontar diversas deficiências naquele local onde a queda duma árvore causou, no ano passado, a morte de treze pessoas. Ontem, Raimundo Quintal dizia-se preocupado com o estado de duas árvores em particular, e lançava críticas aos supostos especialistas vindos de fora da Madeira para avaliar a situação. Hoje foi Rocha da Silva quem esteve a apontar problemas, entre os quais ramos secos e solos instáveis, em zonas de ampla circulação de pessoas, quando se avizinha o arraial do Monte, precisamente o acontecimento que ficou marcado pela tragédia do ano passado.

Os problemas citados por Rocha da Silva foram-no no âmbito das audições realizadas pela Comissão Especializada de Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa da Madeira. Este especialista apontou a falta de análises durante anos ao estado de saúde daquelas árvores e mostrou alguma preocupação com a potencial perigosidade das mesmas. As análises das entidades competentes têm de ser pedidas, declarou, por quem tem a responsabilidade da gestão dos terrenos. Leia-se, a Câmara Municipal do Funchal.

Rocha da Silva alertou para a impossibilidade de prever determinado tipo de situações de má saúde das árvores, e mesmo para a invisibilidade de outras. Pelo que preconizou análises regulares e cuidadas, deixando uma porta aberta, todavia, para a imprevisibilidade de certas situações que podem comportar riscos para pessoas e bens.