Corveta afundada sem efeitos negativos para o ambiente marinho e boa para a economia do Porto Santo

Recife Susana Prada
Afundamento da Corveta Pereira D’Eça para Recife Artificial com aspetos positivos, revelam os resultados do Programa de Monitorização.

Passados dois anos e 180 mergulhos, os estudos feitos à volta do afundamento da Corveta Pereira D’Eça, no Porto Santo, enquanto Recife Artificial, revelam que “não ocorreram efeitos negativos para o ambiente marinho”, sendo que “a corveta apresenta uma comunidade saudável, o que demonstra que o Recife Artificial está a conseguir recriar, e em alguns casos superar, a diversidade existente nas comunidades naturais vizinhas”.

Estes dados foram lançados hoje, pela secretária regional do Ambiente e Recursos Naturais, durante a cerimónia de apresentação dos resultados do Programa de Monitorização.

Susana Prada refere “a aposta na monitorização é para continuar e extensível à Corveta Afonso Cerqueira, que será afundada no verão no Parque Natural Marinho do Cabo Girão”, sublinhando que, relativamente ao impacto na economia da ilha “verifica-se que a época alta do mergulho passou a estender-se até novembro e que cerca de metade dos mergulhos turísticos efetuados no Porto Santo, são na Corveta Pereira D’Eça”.

A governante lembra que “este afundamento, cujo investimento rondou os 400.000€, além de ter contribuído para a diversificação da oferta turística da ilha do Porto Santo, foi reconhecido pela imprensa internacional, nomeadamente a revista oficial da associação de instrutores e mergulhadores profissionais, como um dos melhores de 2016″.

Susana Prada concluíu com agradecimentos: à equipa científica, constituída pelas doutoras Cláudia Ribeiro, Teresa Silva e Mafalda Freitas e pelos doutores Pedro Neves, Manfred Kaufmann e Filipe Henriques, por ter aceitado a missão disponibilizando o seu saber e o seu tempo à conservação da natureza na Região. Deixo também um agradecimento ao Dr Alberto Braz e ao Paulo Oliveira, presentes em todo o processo: “ou seja, foram os primeiros a entrar e os últimos a abandonar a embarcação”