Questões do sempre polémico subsídio de mobilidade discutidas hoje no parlamento regional; PSD pede demissão de Bernardo Trindade

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A sessão plenária desta manhã na Assembleia Legislativa Regional debateu, como não podia deixar de ser, um dos assuntos do momento, nomeadamente os cancelamentos de voos por parte da TAP que afectaram gravemente múltiplos madeirenses, inclusive jovens estudantes. O PSD não tardou em pedir a cabeça do administrador não-executivo da TAP, Bernardo Trindade, que os social-democratas dizem não compreender e a cuja demissão rapidamente apelaram. As questões do subsídio de mobilidade e a posição do vice-presidente do GR, Pedro Calado, que disse que era incomportável gastar 37 milhões com este subsídio, foram assuntos apresentados ao PSD pelos partidos da oposição no plenário. De resto, Pedro Calado esteve na reunião de hoje para apresentar uma alteração ao decreto legislativo regional que institui a necessidade de uso de tacógrafos em viaturas de carga e de transporte de passageiros.

O mal-estar com Bernardo Trindade foi, inclusive, partilhado por Jaime Leandro, mas o PSD não demorou a acusar o PS-Madeira de ser um fantoche de Lisboa, o que gerou um contra-ataque do deputado Victor Freitas, que afirmou que foi o governo de Pedro Passos Coelho que estabeleceu um plafond para o subsídio de mobilidade que se limitava a 11 milhões de euros, o que não foi cumprido subsequentemente pelo primeiro-ministro António Costa – caso, contrário, hoje não haveria qualquer subsídio. Entretanto, Pedro Calado acabou por afirmar que o Governo Regional não está disposto a aceitar limites para o subsídio de mobilidade. E garantiu ter pedido para ser recebido por Pedro Marques, ministro do Planeamento, mas sem obter resposta positiva.