Assobios, para mim, são música, agora não andei na escola nem comi no mesmo prato de quem me chamou nomes

Bruno
Bruno de Carvalho não se demite e diz a quem lhe chamou nomes, hoje, em Alvalade: “Nâo andei na escola nem comi no mesmo prato dessas pessoas”. Quanto aos assobios, diz: “São música”.

Bruno de Carvalho foi agora à sala de imprensa para falar aos jornalistas e assumir uma posição igual a si próprio, sem reconhecer qualquer equívoco com o “post” que colocou criticando os jogadores. Disse, antes, que os assobios que ouviu hoje em Alvalade, onde se sentou no banco do Sporting no jogo frente ao Paços de Ferreira, são, para si, “música”. Quanto aos que lhe chamaram nomes, disse: “Não andei na escola com eles nem comi no mesmo prato”. Quanto a sair, disse que não vai abdicar de ser presidente”.

Sobre se tem condições para continuar à frente do Sporting, respondeu à pergunta com o estilo que todos conhecem: “É a mesma coisa que eu perguntar se você tem codsições de ser jornalista da RTP, eu acho que não tem”.

“Vim aqui porque todos temos o direito de manifestar o descontentamento. Fiquei vacinado com os assobios no tempo do treinador Marco Silva. Se querem a demissão, há o sítio próprio, o Sporting tem regulamentos. Para aqueles que chamaram nomes, para os que fizeram, não os que assobiaram, porque para mim, na vida, a ingratidão e a parvoíce são música, soou-me a cinco violinos, mas aos que chamaram nomes têm de depreender que não andei na escola com as pessoas nem comi do mesmo prato, peço-lhes que vão chamar nomes mas, de preferência, às pessoas da família deles. Agora, assobios, as pessoas são livres de pensarem, de se expressarem e de serem ingratas, como é óbvio”.

Confrontado com o facto de Jorge Jesus ter afirmado que sempre esteve ao lado dos jogadores, quando o comunicado do clube diz que ele sempre este com o presidente, Bruno de Carvalho considera “perfeitamente normal”, pois não vê nisso “qualquer contradição”.