Vento arranca telhas da capela do Palacete dos Zinos na Ponta do Sol, imóvel está ao abandono

Palacetete dos Zinos
Vento arrancou telhas da capela integrada no Palacete dos Zinos, no Lugar de Baixo. Fotos DR

Os ventos fortes que se fizeram sentir nos últimos dias arrancaram telhas da capela de Santo António integrada no Palacete dos Zinos, no Lugar de Baixo, Ponta do Sol. Um dado mais a acrescentar ao abandono já verificado depois de terem sido embargadas as obras.

A vereadora do CDS/PP foi ao local “alertada por uma das responsáveis pela manutenção da dita capela” e constatou “os buracos deixados na cobertura, os estilhaços das telhas no chão, infiltrações na Capela, além das obras que foram iniciadas e que, após um embargo foram, simplesmente abandonadas”.

Palacete dos Zinos B
A população admite uma capela nova para o culto, uma vez que considera que a realização de cerimónias religiosa na atual não se coaduna com exploração turística do empreendimento.

Sara Madalena diz que “de acordo com as informações prestadas por habitantes da zona, o imóvel que é Património do Governo Regional foi concessionado depois para ser adaptado a turismo. Ora a convivência de um hotel, com piscina e solário, com um imóvel religioso, onde se realizam cerimónias, como funerais, levou a população a se insurgir”. Após um embargo, diz, “nomeadamente por estarem a ser edificadas obras não constantes de projeto, as obras foram, simplesmente abandonadas, estando neste momento valas abertas no logradouro, vidros partidos, tetos em bruto e telhas partidas. Além disso, foram verificadas fissuras consideráveis na parede norte do espaço que colocam em causa a segurança dos paroquianos”.

Palacete dosa Zinos obras
As obras sofreram embargo.

A vereadora diz que “a população reivindica um espaço para o seu culto religioso, alegando que a Capela de Santo António foi cedida pela Família Zino, há mais de cem anos, à população local. No entanto, se outra solução não pudesse ser encontrada, não os repugna a edificação de uma nova Capela noutro local, transferindo-se o património mobiliário naquela existente.

Sara Madalena refere que “o que sucedeu foi um total desrespeito pelos direitos das populações e pelos deveres do Governo Regional na manutenção do Património histórico edificado, que após a restauração de 2004, se vê a braços com novo abandono, degradação e insegurança.

Sara Madalena apela às entidades competentes que não releguem, outra vez, o edifício ao abandono, relembrando ser “um direito e um dever a sua preservação e considerando que a resposta dada às preocupações das populações locais foi de uma total falta de respeito e desprezo, porquanto antes, existiam telhas para substituir no caso de intempéries como a desta semana e que até vidros de janelas, partidas por ação de vandalismo, comprados pelos locais, não foram colocadas por quem de direito”.