“Governo trata porto-santenses como madeirenses de segunda categoria”, denuncia o “Mais Porto Santo” a propósito das viagens em janeiro

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José António Castro contra situação relacionada com as viagens de e para Porto Santo, em janeiro, altura em que o Lobo Marinho vai para manutenção.

O movimento Mais Porto Santo, liderado por José António Castro, acusa o Governo Regional de “insistir em tratar os porto-santenses como madeirenses de segunda categoria”. A posição, assumida em comunicado, tem a ver com “as deslocações aéreas entre ilhas neste início do ano”, situação considerada “inadmissível”. Castro diz “há falta de controlo e de sentido de Estado” da parte dos governantes.

A mesma nota refere que “no último mês, o Governo Regional não se cansou de fazer um show-off com o charter que trouxe estudantes madeirenses à Madeira no período de Natal, que se revelou um fiasco, por ter sido contratado tarde e a más horas, bem como em relação ao ferry que um dia, não se sabe bem quando, vai ligar o arquipélago ao continente português. Não nos opomos contra medidas que visam melhorar as condições de todos os madeirenses mas não podemos ficar calados em relação à pouca vergonha que se assiste no Porto Santo, onde doentes oncológicos desesperam por garantirem uma viagem para poderem ir a uma simples consulta médica”.

Castro questiona “como podem os governantes dormir descansados sabendo que há porto-santenses em desespero. A Porto Santo Line informou que garante 50 viagens por dia entre a Madeira e o Porto Santo ao preço que é praticado no transporte marítimo, mas, infelizmente, atendendo à procura hoje não é possível fazer reservas antes do dia 10. Num Estado de direito e democrático estas situações são inadmissíveis. O Governo Regional tem de defender os interesses dos porto-santenses, dos cidadãos que aqui vivem com dificuldades e que não têm verbas para empatar em reservas”. Diz, também, que a Câmara está refém de quem manda e, por isso, “não pode fazer nada”.

E em matéria de responsabilidade, o líder do movimento aponta o dedo com direção definida: “Os culpados desta situação são, acima de tudo, o Governo Regional, o deputado eleito pelo círculo do Porto Santo à Assembleia Legislativa da Madeira e o director da Administração Pública do Porto Santo. Não fazem nada para inverter esta situação”.

No sentido de se minimizarem os problemas existentes, até à reposição da linha marítima, o movimento Mais Porto Santo sugere que a AeroVip deveria disponibilizar mais um voo diário, que a Porto Santo Line só deveria aceitar no máximo duas reservas por passageiro no mês de Janeiro, que deveriam ser salvaguardados lugares em todos os voos para situações urgentes, para além de uma evidente e necessária articulação entre o Governo Central e o Governo Regional para que esta situação não se repita.