Cinco minutos de chuva “inundam” estrada na Cancela, moradores reclamam limpeza das sarjetas

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Cinco minutos de chuva intensa, pelas 8 horas, foram suficientes para alagar a estrada junto ao cruzamento para o Parque Empresarial da Cancela.

Moradores na zona da Cancela estão preocupados com as consequências das chuvas que estão a chegar, porque é o tempo delas, e porque não foi feita, na opinião de muitos, as devidas limpezas das sarjetas, que se encontram cheias de folhas e detritos que ao longo do ano vão normalmente sendo depositados.

As chuvas dos últimos dias confirmaram os níveis de apreensão que por ali já andavam. Desde agosto, alguns residentes já desenvolveram diversos contactos, mas de “empurrão em empurrão”, como descrevem, acabaram por esbarrar num rol de burocracias e telefonemas, que ainda não resultaram em qualquer intervenção no sentido de resolver o problema. Uma questão de domínio e de competências tem sido “disputada” entre entidades públicas, municipais e regionais, no sentido de saber a jurisdição da área de limpeza, bem como a formalização das queixas, que em alguns departamentos exigem seja feita por escrito, o que, sendo normal em termos de procedimentos, “poderiam só pelos telefonemas resultar numa atitude de ação mais rápida, uma vez que passaram três meses e nada”, dizem os moradores.

Desde a direção regional de Florestas, passando pela Câmara do Funchal e chegando à Câmara de Santa Cruz, houve telefonemas em série, primeiro pelas sarjetas junto aos apartamentos e depois pela área junto ao cruzamento para o Parque Empresarial da Cancela, que muitos consideram estar com falta de limpeza, o que tem, como consequência, a falta de escoamento em dias de temporal.

E há situações, reforçam as queixas ao FN, em que nem é preciso temporal. Hoje mesmo, pela manhã, por volta das 8 horas, cinco minutos de chuva trouxeram um “lençol de água” para a estrada, com os peões a terem que atravessar a rua naquelas condições e o trânsito a fazer-se lentamente. Um problema que pode agravar-se se as chuvas durarem mais tempo.

Quem reside naquela zona reclama uma intervenção das entidades competentes, independentemente de quem tenha a competência. “O importante é proceder às limpezas, uma vez que apesar de termos beneficiado de um tempo favorável até aqui, as chuvas estão a chegar e só vão deitar as mãos à cabeça quando houver algum problema”.