Preços dos transportes marítimos na Região também criticados, na sequência do debate sobre transportes aéreos

foto LR

O período de antes da ordem do dia hoje na ALRAM trouxe de novo à liça as reivindicações dos cidadãos do Porto Santo,  tendo como ponto de partida uma intervenção do deputado social-democrata Bernardo Caldeira. O parlamentar queixou-se e o PSD trouxe à discussão um voto de protesto pela não realização,  até à data, de um concurso público internacional para a linha aérea entré Madeira e Porto Santo.

A discussão acabou por trazer também para o debate críticas contra o Grupo Sousa, pelo modo como, nas palavras do deputado bloquista Roberto Almada, “prejudica” há anos os cidadãos insulares mandando para manutenção no mês de Janeiro o navio “Lobo Marinho” e deixando os portosatenses “à mercê de um avião com apenas 19 lugares”.

A situação gerou porém algumas discordâncias, com o deputado socialista Avelino Conceição a dizer que concorda que o avião – actualmente com 19 lugares, mas que se pretende no fururo de 40 lugares – tem limitações no transporte de carga, mas não de passageiros: “Já várias vezes viajei sozinho nesse avião”, por ausência de outros passageiros,  afiançou.

Gil Canha,  deputado independente, aproveitou para dar a entender que se absterá neste voto de protesto proposto pelo PSD, porque discorda que as queixas e protestos dos deputados madeirenses apontem sempre baterias ao Governo da República,  salvaguardando sempre,  nas suas palavras,  “a tubaranagem regional”. Dirigiu também críticas aos preços dos transportes marítimos na Madeira, declarando que só se critica na Assembleia os preços dos transportes aéreos, quando há anos que “os madeirenses são espoliados”.