Voos da TAP têm partido da ilha com lugares vagos; amanhã há reunião na ANAC para debater os limites de vento

Rui Marote

Segundo uma informação a que o Funchal Notícias teve acesso, a Tap saiu no seu primeiro voo da manhã de ontem com dez lugares disponíveis. O mesmo foi acontecendo ao longo do dia. O fenómeno, numa altura de cancelamento de voos e com tanta gente a tentar chegar ou sair da ilha, é curioso. Será que as pessoas estão indisponíveis para viajar ou o medo apossou-se dos passageiros?

Entretanto, amanhã na capital portuguesa, na Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) um grupo de trabalho estudará os limites de vento para aterragens e descolagens no Aeroporto da Madeira.

Como é sabido, o Aeroporto da Madeira, certificado para a aterragem de aviões comerciais de todo o tipo, à excepção do Airbus A380, sofre, por diversas vezes, os efeitos de cruzados e as suas características especiais obrigam as companhias a ter comandantes com certificação especial.

Algumas companhias e pilotos discordam dos actuais limites de vento. Entendem que podem ser aumentados. Uma questão que está a deixar uns inquietos, inclusive partidos políticos, apesar dos apologistas, que argumentam que os anteriores limites de vento referiam-se ao tempo em que a pista tinha 1.600 metros de extensão, ao invés dos 2.780 metros actuais.