A Venezuela Livre, Vencerá !

1- Grande parte dos órgãos da Comunicação Social têm silenciado a pertinaz ação terrorista dirigida pelos EUA, que nunca aceitaram o longo processo de afirmação de soberania e as reformas progressistas e anti-imperialistas da Venezuela, que retiraram da dominação e da exploração norte-americana os importantes recursos do País, e os colocaram ao serviço do seu povo, afastando desse modo muitos milhões da miséria, e assegurando-lhes direitos e avanços políticos, económicos e sociais.
Aproveitando as dificuldades próprias do processo transformador, e da intencional baixa do preço do petróleo, fomentaram um metódico boicote económico, comercial e financeiro, o açambarcamento e a especulação de preços, o contrabando de géneros alimentícios para a Colômbia, a premeditada destruição de armazéns de medicamentos e de toneladas de produtos alimentares, a pilhagem de estabelecimentos comerciais, muitos deles de portugueses; tudo isso para criar contínuos obstáculos e dificuldades de acesso a bens essenciais por parte da população, e contrariar as medidas adoptadas pelo governo para dar respostas aos problemas.

2- Procurando concretizar uma nova fase do plano golpista, realizaram uma farsa plebiscitária no passado 16 de Julho, para detonar o aumento das greves e da violência, criando situações de paralisação com o fim de servir de pretexto para uma intervenção estrangeira.
E com o início da legitima e democrática campanha eleitoral para a Assembleia Nacional Constituinte, destinada a contrariar a interferência norte-americana e criar instrumentos para desenvolver a economia e enfrentar os problemas da paz e do abastecimento, a ação golpista assassinou um candidato eleitoral e praticou um atentado bombista que atingiu, gravemente, dez efetivos da Guarda Nacional Bolivariana; bombardearam o edifício do “Tribunal Supremo de Justiça”, e do “Ministério do Interior, Justiça e Paz”; e incendiaram as estações do metro de Caracas e equipamentos de transporte público.
Estes e outros atos criminosos apresentados por grande parte da Comunicação Social dominante como sendo “manifestações pacíficas da denominada oposição”, ou mesmo atribuídos à “repressão das autoridades venezuelanas”, representam quanto a nós uma violenta ação contra a República Bolivariana da Venezuela e o povo venezuelano, a sua soberania, independência, e posiciamento anti-imperialista na América Latina.

3- Na verdade trata-se de criminosas ações terroristas, responsáveis por brutais agressões e até assassinatos incluindo incendiar pessoas com combustível, causadoras de mais duma centena de mortos e milhares de feridos, acompanhadas pelo roubo de equipamentos militares, por sucessivas tentativas de assalto à base aérea “Francisco de Miranda”, pela vandalização do “Hospital Materno Infantil Hugo Chávez” e de outros serviços públicos de saúde e escolares, e ainda pela contínua destruição de instalações elétricas; tudo isso conjugado pela instrumentalização do Parlamento para paralisar a ação do governo, atacar o Presidente, o processo transformador bolivariano, e apelar para uma criminosa intervenção externa.

4- Face a este descalabro contra-revolucionário e de traição ao povo e ao País, que tem sido branqueado pelos órgãos da Comunicação Social dominante ao serviço dos interesses predadores dos EUA e do imperialismo, e ao contrário mesmo de alguns que se proclamam de esquerda, o PCP e os seus militantes não fazem suas as linhas de mentira, de deturpação e continua manipulação, com que o imperialismo e os seus aliados procuram denegrir e atacar os que lhes resistem e defendem os direitos de soberania do seu povo.
Por muito que incomode os que de forma direta ou dissimulada rejubilam com a violência terrorista dos grupos fascistas, e que anseiam o caos na Venezuela bolivariana, o PCP e os seus militantes, não se fazem cúmplices das operações de desestabilização e agressão do imperialismo, com o seu rol de morte, sofrimento e destruição.
Coerente com os seus ideais democráticos e com os princípios patrióticos e internacionalistas, o PCP e os seus militantes continuarão solidários com as forças democráticas, patriotas e progressistas que na Venezuela lutam pelos direitos, interesses, aspirações e pela soberania do povo venezuelano e a independência da sua pátria.