
A Câmara Municipal do Funchal tem vindo a dar conta de diversas ações de limpeza, no âmbito das suas responsabilidades e competências, designadamente em operações que visam recolher lixo e materiais destruídos pelos incêndios de 2016, numa intervenção que tem como objetivo recuperar a imagem da baixa e das zonas altas.
Só que um grupo de munícipes vem agora denunciar (fotos em anexo referentes às zonas altas afetadas pelos incêndios) uma situação que permanece por resolver e que dá “uma péssima imagem a quem por ali passa, além de que, não é de crer, estranha-se que não tenha chamado a atenção das brigadas de limpeza.” refere uma queixa apresentada por leitores do Funchal Notícias.

Dizem que “há muito por limpar nas zonas altas do Funchal e que a Câmara deveria operacionalizar melhor os seus serviços, limpando efetivamente aquilo que está por limpar e que transmite uma má imagem da cidade, sobretudo nas zonas altas, indo ao encontro das expetativas das populações e dos que nos visitam, uma vez que é importante ter em conta que desde os incêndios já decorreu meio ano”.
A nota crítica aponta para as responsabilidades da autarquia, que é a limpeza de alguns taludes e escarpas, projetos de arquitetura e identificação de habitações em zonas de risco, para sublinhar que ” tanto quanto é do conhecimento público, e apesar das intervenções recuperação e reconstrução em curso, incluindo com apoio do Governo Regional, em mais de uma centena de habitações atingidas pelos incêndios, não se conhece lista de edifícios sinalizados pela autarquia como estando situados em zona de risco, logo, a não recuperar e reconstruir”, fazendo alusão a declarações do presidente da câmara que “falou em meia centena de habitações em zona de risco” e a notícias de setembro de 2016 que deram conta de que “foram batidos recordes de limpeza de lixo dos incêndios”.
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