O ex-delegado do Governo Regional no Porto Santo, José Rosado considera “crime” repovoar a ilha do Porto Santo de coelhos oriundos de outras paragens.
A posição, do também caçador, foi partilhada ontem, depois de se conhecer que a Secretaria Regional do Ambiente, através do Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, se prepara o repovoamento do coelho bravo na ilha dourada.
José Rosado espera que impere o bom-senso e que se faça jus à expressão “caso seja necessário”. Esperando não ser necessário.
“Para ser necessário seria preciso que provassem que definitivamente desapareceu o coelho com as características bem diversas de todos os outros -e por isso único-, o de Porto Santo, por adaptado ao longo de, pelo menos, 550 anos”, revela no seu mural do facebook.
“Trazer coelhos de qualquer outro local quando os de cá ainda vivem é «crime» igual à largada de coelhos das cores do arco-íris. Podem dizer que por isto já tudo se alterou. É esperar para ver e controlar atempadamente”, acrescenta.
José Rosado lembra que “há 3 ou 4 anos, quando foram ter com o «poder» sobre a hipótese de repovoarem o Porto Santo com coelhos da Madeira, a resposta terá sido:«Está fora de questão». É tão evidente. E chamaram um rol de nomes feios ao homem. Claro está que agora quem vai ouvi-los sou eu. Já tenho calos e há muitos anos (p’raí uns 50) um MESTRE disse-me: «Faz sempre o que a tua consciência te disser»”, remata.
“Quero aqui recordar um dos muitos comentários mais comuns na boca da maioria dos caçadores quando apareceu as doenças nos coelhos. Então, diziam:-«O Governo mandou deitar veneno, morreu tudo…..filhos da…! Aí, pasme. Então se mandou matar tudo, vem agora repovoar?”, questiona.
“É evidente que não mandou matar nada. Isto foi há 5 anos e o ano passado, conversa igual. É claro que não é fácil fazer crer que ninguém (salvo os agricultores) está interessado na morte dos coelhos por doença”, acrescenta.
“O assunto merece, da minha parte, uma observação que vai enfurecer os meus amigos caçadores. É assim:-A melhor coisa que aconteceu, este último ano, em termos cinegéticas na ilha de Porto Santo, foi ter aparecido esta doença (conhecida, aqui, desde 1986). Porquê? Porque corrigiu naturalmente um grave erro que alguns «espertos entusiastas» cometeram ao espalharem por aí coelhos de cativeiro”, escreveu.
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