Falta ainda o agradecimento público aos militares e aos voluntários que deram tudo no socorro

rg3
Fotos Rui Marote.

Na sequência do testemunho que o FN publica hoje de uma voluntária no RG3, é a própria quem alerta para o facto de faltar ainda uma palavra de agradecimento aos militares e voluntários que trabalharam, sem medir esforços, no apoios aos mais carenciados.

Talvez um trabalho invisível, mas firme, presente, contínuo e sem tréguas.
“Estes oito dias de voluntariado foram anos da minha vida, talvez mais importante do que muitos livros que li. Vivi situações que não consigo reproduzir por palavras, tal a comoção dos relatos das vítimas cujos nomes e rostos guardo no meu coração”, relata Silvana Spínola.
 Mas urge o reconhecimento deste trabalho efetivo, ainda que sem holofotes mediáticos. É ela mesmo quem deixa o repto que espera não ser mal interpretado: “Como já referi, ajudamos porque a consciência individual a tal obriga. Mas, em nome de todos, julgo que está a faltar um agradecimento público aos voluntários e aos militares que deram tudo o que tinham e não tinham para acolher com Amor, mesmo chorando por dentro e em silêncio, tantos desalojados destes incêndios. Não é uma crítica, mas apenas uma recomendação a quem de direito. Como já disse, não são os elogios que nos impelem ao voluntariado. Mas a o sentido da gratidão é também um valor precioso”.