O secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, participou esta manhã, em representação do presidente do Governo Regional da Madeira, nas Comemorações do Dia do Concelho de Santana, que tiveram lugar na Praça da Cidade, em Santana. As celebrações assinalam o 191.º aniversário da elevação de Santana a vila e sede de concelho, ocorrida a 25 de maio de 1835, com sessão solene e convívio aberto à população.
José Manuel Rodrigues salientou, hoje, o compromisso do Governo Regional com a valorização de Santana e com a dinamização económica da costa norte, defendendo que o concelho deve afirmar-se como território de desenvolvimento sustentável, com capacidade para fixar população, criar emprego qualificado e atrair investimento.
O governante referenciou o valor ambiental, cultural e humano de Santana, considerando as casas típicas, a paisagem rural e a força da comunidade local como ativos estratégicos para o futuro do concelho.
No plano económico, apontou o desagravamento fiscal previsto para 2026, com a taxa geral de IRC regional fixada em 13,3%, a taxa reduzida de 10,5% sobre os primeiros 50.000 euros de matéria coletável e uma taxa especial de 8,75% para os concelhos da costa norte e Porto Santo.
José Manuel Rodrigues referiu ainda que Santana tem 13 projectos em curso no âmbito do Sistema de Incentivos ao Funcionamento 2030, com um investimento elegível global superior a 1 milhão de euros e apoio público acima de 133 mil euros, salientando também a taxa de ocupação de 54% do Parque Empresarial de Santana.
Entre os investimentos e projectos enunciados, o governante destacou o Campo de Golfe do Faial, que deverá criar 780 postos de trabalho e gerar uma riqueza anual estimada em 10 milhões de euros, afirmou.
Referiu igualmente a reabilitação do Centro de Saúde de Santana, orçada em 3,2 milhões de euros, a transformação da Escola de São Jorge em lar, o novo estacionamento de acesso às Queimadas, e a requalificação do Centro de Ovinocultura.
O discurso assinalou ainda a inclusão da ligação viária do Arco à Boaventura no Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência, como obra considerada essencial para melhorar as acessibilidades da costa norte.
Na parte final, este responsável deixou um apelo directo a empresários e empreendedores para olharem para Santana como destino de investimento, sublinhando a existência de condições fiscais competitivas, linhas de financiamento regionais e europeias, e disponibilidade do Governo para apoio técnico e agilização de processos através do IDE e dos vários organismos regionais.
José Manuel Rodrigues disse que a transformação económica de Santana depende da colaboração entre decisores públicos, autarquias, empresários e comunidade, defendendo uma atuação conjunta para converter os instrumentos já disponíveis em emprego, rendimento e prosperidade.
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