Assunção Cristas nega que governo de Passos Coelho tenha dito a Bruxelas que cortes nas pensões e função pública eram definitivos

dsc07022-1.jpg.jpeg

Assunção Cristas, candidata à liderança do CDS-PP nacional, referiu ontem aos jornalistas que veio à Madeira apresentar a sua candidatura, mas também ouvir, ‘in loco’ dos militantes “qual é a sua sensibilidade relativamente a prioridades, preocupações, inquietudes, às quais o CDS deva dar resposta”.

Questionada sobre o Orçamento de Estado, reforçou que ficou “muito preocupada”, como aliás tem vindo a referir.

“Aguardamos que o Orçamento de Estado dê entrada no parlamento, para que possamos verificar em que medida é que eventualmente algumas clarificações venham a dar algum conforto, porque na verdade o esboço, tal como está desenhado, é muitíssimo preocupante”, referiu a ex-ministra do governo de Passos Coelho.

Para Assunção Cristas, não se explica como é que “uma despesa que já certa no Orçamento pode vir a ser paga por uma receita que é muito incerta, e que faz fé num crescimento económico que, na nossa perspectiva, com aquelas medidas não irá acontecer”.

Assinalando um agravamento dos impostos na gasolina e no gasóleo, a oradora referiu que espera para ver se não irão subir mais impostos.

“Se quer dar às esquerdas tudo o que elas pretendem, sem acautelar o crescimento económico”, avisou Assunção Cristas, o governo de António Costa arrisca-se a enfrentar graves desequilíbrios.

Por outro lado, acusou, a diminuição do horário da função pública para as 35 horas e a reposição dos salários, “tudo ao mesmo tempo, sem critério e sem gradualismo”, provavelmente criará problemas.

Referindo-se à polémica em curso, a ex-ministra garantiu que o anterior governo não disse em Bruxelas que os cortes nas pensões e na função pública seriam definitivos, ao contrário do que se tem afirmado.

Comentou ainda a dívida pública, afirmando a necessidade de a diminuir rapidamente, e disse não ver neste Orçamento medidas suficientes nesse sentido.

Quanto ao partido, afirmou que o seu lema para o CDS é que “trabalharemos bem se estivermos muito unidos”. E mostrou-se crente que é isso que acontecerá também no CDS-Madeira: “Encontrará o seu caminho para a união e para o crescimento”, num novo ciclo que se propõe protagonizar.