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O presidente do Governo Regional da Madeira deu uma entrevista à Renascença. Nesta entrevista, Miguel Albuquerque considerou haver risco dos partidos PSD e CDS se fundirem. Relativamente à liderança social-democrata, declarou que “neste momento não há alternativa a Passos Coelho”.
PSD e CDS devem separar os seus caminhos agora que estão na oposição. Em Lisboa ainda ninguém assumiu de viva voz a dissolução da coligação, mas segundo Miguel Albuquerque, esta união não deve continuar na oposição durante muito tempo, já que há o risco de os partidos “se fundirem”. Cada partido tem a sua identidade e isso ficou bem patente nas intervenções de Paulo Portas e Passos Coelho no debate de apresentação do Programa do XXI Governo Constitucional, alegou o líder madeirense.
“Penso que cada partido tende a seguir o seu caminho”, defende em entrevista à Renascença, tornando-se assim no primeiro dirigente nacional do PSD a defender que os dois partidos sigam separados.
Quanto ao cenário do PSD vir a ser solicitado a “dar a mão ao PS”, o homem que substituiu Alberto João Jardim é peremptório ao dizer que “os Governos devem estar sempre sob pressão” e o PSD e o CDS devem assumir os seus lugares na oposição.
Em relação à liderança do PSD, que será decidida em Março, Miguel Albuquerque afirma que “neste momento não há alternativa a Passos Coelho”, mas, conforme relatou a Renascença, se os silêncios podem ser encarados como sinais em política, o líder do PSD-Madeira acaba por mostrar dúvidas sobre a continuidade de Passos Coelho na liderança dos social-democratas.
Inquirido se o ex-primeiro-ministro é o “homem certo” para a liderança do partido, o presidente do Governo Regional da Madeira diz apenas que é “um político com credibilidade perante a opinião pública”, característica que considera essencial na actividade política.
Segundo a Renascença, Miguel Albuquerque mede bem as palavras e não se alonga na matéria da liderança, que ele próprio poderá um dia vir a disputar. Para já, “um passo de cada vez”. Hoje, o PSD-Madeira “é um partido muito mais dinâmico e muito mais democrático”, sustenta.
O presidente do Governo Regional afirma que cumpriu os dois grandes objectivos a que se tinha proposto: “vencer as eleições regionais com maioria absoluta e, depois, vencer as eleições nacionais aqui, onde ganhámos em 10 dos 11 concelhos e em 50 das 54 freguesias”.
Acerca das próximas eleições presidenciais, Miguel Albuquerque apoia a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa e assume ainda que “não devemos ter medo de eleições.”
Relativamente ao executivo de António Costa, Albuquerque considera que o novo primeiro-ministro tem um futuro muito difícil pela frente. A dívida externa é “de 225 mil milhões de euros. Isto significa para cada português deve 21.700 euros”, recorda.
O líder social-democrata madeirense salientou ainda que a “máquina de financiamento do Estado e da economia portuguesa” é o Banco Central Europeu. “Qualquer sinal de disfuncionalidade em relação aos compromissos pode fazer tremer a nossa economia. Se a situação não correr bem, a forma de clarificar as coisas é eleições. Não devemos ter medo de eleições”, conclui.
O presidente do Governo Regional Madeirense tem encontro agendado com o primeiro-ministro, António Costa, para meados de Janeiro, prometendo desde já uma boa relação institucional entre Funchal e Lisboa.
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