Alexis Tsipras demite-se e convoca eleições antecipadas

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O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, anunciou hoje que se vai demitir e convocar eleições antecipadas.

A decisão do contestado Tsipras surge sete meses após a sua eleição como chefe do governo da Grécia e decorre de um “dever moral”, invocado por esta personalidade, em submeter-se ao voto popular na altura em que um terceiro resgate àquele país foi garantido junto dos credores.

A eleição poderá ser a 20 de Setembro, embora tal data esteja ainda sujeita a confirmação.

Tsipras liderará o Syriza nas eleiçoes, embora tenha actualmente muitos opositores dentro do seu próprio partido, um dos quais o antigo ministro das Finanças, Yannis Varoufakis.

Muitos militantes do Syriza crêem que Alexis Tsipras acabou por atraiçoar as legítimas expectativas do povo grego ao aceitar as medidas de austeridade. Outros, pelo contrário, acham que fez bem, e que outra solução, que contemplasse, por exemplo, uma saída da zona euro, seria desastrosa.

Mas a manutenção da Grécia na zona euro obrigará a medidas draconianas, entre as quais o corte de pensões de reforma.

A primeira fatia do resgate, no valor de 13 mil milhões de euros, chegou hoje, permitindo à Grécia amortizar uma dívida ao Banco Central Europeu.

Tsipras dirigiu-se ao povo grego pela televisão, anunciando que o mandato político das eleições de 25 de Janeiro esgotou-se, e que agora é altura de o povo grego dizer o que pensa.

O primeiro-ministro admitiu não ter conseguido o acordo que esperava antes de ter sido eleito. Por isso, quer ter a aprovação dos gregos para continuar com o seu programa de governo.


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