Placas de ilustres visitantes da Madeira esquecidas em armazém do governo

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Foto Rui Marote

Com Rui Marote / As placas com os nomes das personalidades que visitaram a Madeira estiveram, durante anos, na porta da Secretaria Regional do Turismo e constituíam um motivo de atração.

No mandato de Conceição Estudante, as placas foram retiradas por ocasião das obras de remodelação do edifício. Ficou decidido que seriam recolocadas em frente ao Turismo,  ou seja, no Jardim João Abel de Freitas, num plano inclinado. Mas foi uma ideia que não vingou. O FN foi informado de que as placas poderão estar esquecidas num dos armazéns do governo.

O FN falou com o atual titular do Turismo que conhecia a situação, mas disse que “as placas não se estragam porque são de bronze”. É de aguardar que o secretário recoloque as placas no seu lugar para memória futura.

Entretanto, o Estepilha recorda que, nos anos 50, Fernão de Ornelas iniciou as obras na Avenida Arriaga. A lagoa do Jardim prolongava-se até onde existe hoje a esplanada do Teatro. Com o traçado da nova artéria, ficou reduzida ao espaço exíguo que hoje se conhece. Na altura, existia na lagoa uma estátua, denominada Paul e Paulina, que foi retirada e depositada num armazém da Câmara Municipal do Funchal. Quando as obras terminaram, havia que devolver a estátua à lagoa mas acontece que tinha desaparecido. Em substituição, improvisou-se com uma pequena estátua de duas crianças que hoje lá existem. Nos anos 80, descobriu-se que a peça Paul e Paulina se encontrava numa quinta em New Bedford, Estados Unidos, propriedade de um emigrante madeirense e comendador já falecido.

O Estepilha relembra ao secretário Eduardo Jesus este episódio de má memória. É que as placas não se estragam mas podem ganhar asas.