Penha D’Águia em Santana deslumbra visitantes

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João Pedro Sousa

A norte, Santana impõe-se, entre levadas e regatos e uma frondosa paisagem. Um território acidentado feito de um misto de silêncio e de vegetação selvagem. Este concelho deve o seu nome a uma capela em sua honra, que tinha o nome de Santa Ana. Histórias da história que o povo guarda na memória.

Seis pitorescas freguesias fazem parte deste município: Arco de São Jorge, Faial, Ilha, Santana, São Jorge e São Roque do Faial. É limitado a norte pelo Oceano Atlântico, a oeste por São Vicente, a leste por Machico, a sul pelo Funchal e a sudoeste por Câmara de Lobos. São inúmeros os atrativos para quem quer conhecer o concelho, mas é de salientar as bem conhecidas Queimadas e a imponente e rochosa Penha D´Águia. Quem se atreve a subi-la?

Os turistas demandam sempre Santana pelas belas paisagens e pelo seu clima fresco. No verão, há pouco calor e é também afetado por alguma precipitação, tendo uma temperatura média de 17 graus sendo assim a mais baixa da ilha. No inverno, o nevoeiro é muito frequente e a chuva também, atingindo uma temperatura média de 10 graus. Podemos comparar Santana às zonas altas do Funchal, como Santo António, São Gonçalo e Monte, em que as temperaturas e a condições climatéricas são muito semelhantes.

Tem como principal ponto de atração turísticas as conhecidas “Casinhas de Santana”, de formato triangular e cobertas com palha. Surgiu também uma nova oferta em 2004 para reforçar a visita a este concelho, que foi o Parque Temático da Madeira, dividido em vários núcleos e com várias atrações ligadas à história, cultura e tradições do povo da Região Autónoma da Madeira.

Todos os anos, realiza-se em Junho, um evento de música e dança, conhecido como “24 Horas a bailar”, sendo composto pela atuação de grupos folclóricos de quatro cantos do mundo. É a mais genuína homenagem aos cantares tradicionais tão apreciados pelo povo.

Outra atração turística é o Roseiral da Quinta do Arco, caracterizado por extensos jardins e onde estão expostas uma das maiores coleções de roseiras de Portugal, existindo mais de mil espécies diferentes, algumas raras e outras em vias de extinção.

A Quinta do Furão, situada na Achada do Gramacho, é outro ponto de visita obrigatória para quem pretende estar em constante contacto com a natureza, visto que aqui existem cinco hectares de terreno, em que 3 destes hectares são ocupados por vinhas orgânicas, vegetais e ervas, onde o forasteiro pode desfrutar de belas vistas sobre o Atlântico. Existe também um hotel dentro desta quinta já muito conceituado pelo serviço prestado aos clientes que prometem sempre lá voltar, como seria de esperar, de uma ilha tão deslumbrante como é a Madeira.

Não muito longe de Santana, ficam as Queimadas, um lugar importante para os amantes de caminhadas pela natureza. As levadas são outro factor de atração, sendo que neste concelho várias passam por aqui, como Achada do Teixeira – Pico Ruivo – Encumeada / Pico Areeiro – Pico Ruivo – Encumeada / Queimadas – Caldeirão Verde – Fajã da Nogueira – Cruzinhas / Ribeiro Bonito – Fajã do Penedo / Ribeiro Frio – Portela, entre outras que demonstram a diversidade de possíveis escolhas para longos passeios pelas serras.

Mas ainda não é tudo. Que dizer da imponente e fascinante Penha D’Águia, no Faial? Apresenta-se como uma montanha em que é possível chegar ao topo para aqueles que pretendem desfrutar de uma bela vista sobre o Porto da Cruz e o Atlântico, embora este percurso demore cerca de 2h a 3h com poucas paragens e subidas de inclinação acentuada e piso escorregadio. Mais do que uma caminhada, representa um autêntico desafio para os caminhantes, sempre acompanhados de uma vegetação selvagem.