XXIII Festival Regional de Teatro Escolar – Carlos Varela

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A missão de todo espetáculo

 Nos próximos dias 2 a 6 de março, a Escola Secundária de Jaime Moniz acolhe o XXIII Festival Regional de Teatro Escolar – Carlos Varela, um encontro de teatro escolar, no qual são convidadas a participar as todas as escolas da Região Autónoma da Madeira, sendo que, neste ano, os grupos das escolas participantes a concurso são O Moniz – Carlos Varela, da escola anfitriã, na terça-feira, às 10 horas, com a peça «Onde vamos morar?» de José Maria Vieira Mendes, com excertos de poemas de Ruy Belo e Baudelaire; O Teatro Ovelhinha, da Escola Básica 123 / PE Professor Francisco Barreto – Fajã da Ovelha, no mesmo dia, às 15 horas e 15 minutos, com uma adaptação de A Fada Oriana de Sophia de Melo Breyner Andresen; o Teatro da Escola Básica e Secundária de Machico, ainda nesse dia, às 17 horas, com «SMS – Ser mais só», texto elaborado pelo grupo; o Viva o Teatro da Escola Básica Bartolomeu Perestrelo, na quarta-feira, às 16 horas, com «Açúcar ou veneno»; a Oficina de Teatro Corpus, da Escola Secundária Francisco Franco, na quinta-feira, às 10 horas, com a peça «Notícias Fx», da autoria do grupo; o Grupo de Teatro da Apel, nesse dia, às 14 horas e 15 minutos, que apresentará «Penso, logo insisto», da autoria do grupo; o grupo Voo à Fantasia, da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, ainda nesse dia, às 15 horas e 30 minutos, com a peça «D. Vitória, que diz a História?», de Roald Dahl, traduzido por Nery Jesus, deste grupo, e, por fim, o Núcleo de Teatro Musical, da Escola Básica e Secundária da Calheta, na sexta-feira, às 11 horas e 45 minutos, com «Pipícula Pimpinela: uma no cravo, outra na canela», texto original deste grupo.

O Festival arranca na segunda-feira, dia 2, às 20 horas e 30 minutos, com o espetáculo de abertura, «Lusco-fusco da consciência» (expressão inspirada num dos monólogos a apresentar, da autoria de Fernando Pessoa), do grupo O Moniz – Carlos Varela, coordenado pelas professoras Carla Martins e Micaela Martins, em parceria com o clube de dança desta instuição, DancEn?gma, coordenado pela professora Carla Rodrigues. Espetáculo que procura corresponder à temática do ano internacional da luz, sendo, assim, composto por quadros de luz e sombra, sendo que, metaforicamente, a luz pode simbolizar conhecimento, consciência, revelação. Por contraste, a luz relaciona-se com a sombra que está associada à dor, à solidão, à depressão e à doença. A escolha do título “Lusco-fusco da consciência” pretende aludir a essa hora do crepúsculo em que se faz a transição do dia para a noite.

Deste modo, são apresentados neste momento de teatro, música e dança, textos de Almada Negreiros, excertos de Pierrot e Arlequim, O meu teatro, O pintor do teatro e de Hermes Trimegista; de Armando Nascimento Rosa, da Audição com Daisy no Odre Marítimo; de Fernando Pessoa, do Livro do Desassossego (Bernardo Soares), «Maridos», um texto inédito deste autor, e a «Carta da corcunda ao serralheiro».

O Festival conta ainda com três grupos convidados, o Conservatório Escola Profissional das Artes da Madeira, com duas apresentações, uma delas na quarta-feira, dia 4 de março, às 10h, e a outra na sexta-feira, dia 6 de março, às 10h, respetivamente, «Um por acaso», de Jomar Magalhães, JP Simões, Clã e «Sik-Sik, o Mágico», da autoria de Eduardo Fillippo, representados por alunos do 3º ano do curso profissional de artes do espetáculo – interpretação, e «Como se faz uma declaração de amor?», de vários autores, representado pelos alunos do 2º ano do curso profissional de artes do espetáculo – interpretação. O “Campus”, grupo de teatro da Universidade da Madeira, apresentará, na quarta-feira, às 15 horas e 15 minutos o texto “Fórmula de um assassino” de Betho Ragusa (adaptação de Bruno Costa) e o “AltaCena” (DSEAM – Direção de Serviços de Educação Artística e Multimédia) apresentará, na quinta-feira, às 17 horas, o texto «A birra do morto”, da autoria de Vicente Sanches.

No encerramento do festival, será apresentado um espetáculo com a participação do grupo de ginástica rítmica da escola, coordenado pela professora Fernanda Martins, do grupo 620; com o coro da escola (Clube de Música da Escola Secundária da Jaime Moniz), coordenado pelos professores Inácio Freitas (grupo 300) e Pedro Nóia (grupo 500) e o Laboratório de Guitarra, que tem como responsável o professor Marco Ribeiro, do grupo 510.

Há que denotar que, apesar da mudança de coordenação do grupo de teatro da Escola Secundária de Jaime Moniz, O Moniz – Carlos Varela, as novas coordenadoras seguiram as indicações sugeridas pela anterior coordenadora, a professora Fernanda Freitas, e os moldes dos festivais dos anos anteriores. Sendo assim, prevê-se uma semana cheia de gestos e palavras, porque “Saber divertir o público é a missão de todo o espetáculo”! (Almada Negreiros).