A presidente do PS-Madeira alertou, hoje, para a necessidade de o centro de processamento da castanha, no Curral das Freiras, funcionar em pleno, para melhor rentabilizar e valorizar este produto, e exigiu que o Governo Regional avance, de uma vez por todas, com a prometida construção de uma segunda ligação à freguesia, refere uma nota divulgada à Imprensa.
Célia Pessegueiro esteve este sábado no Curral das Freiras, onde decorre mais uma Festa da Castanha, e aproveitou para contactar vários produtores, os quais têm de assegurar as diferentes fases do processamento da castanha, desde a apanha, à secagem e ao embalamento, precisamente pelo facto de o centro de processamento não estar a funcionar em todas as suas valências.
Exemplo disso é a componente da esterilização, que seria essencial para combater o bicho da castanha e seria uma forma de garantir que o produto chegava ao mercado e durava mais tempo. “Isso não está a acontecer e não se compreende porquê, sobretudo quando se criam estas infraestruturas e depois os equipamentos ficam num armazém a se degradarem e a enferrujarem”, apontou.
A líder dos socialistas madeirenses aproveitou também para dar voz a uma das reivindicações dos residentes no Curral, que se prende com a necessidade de construção de uma segunda ligação à freguesia. “Neste momento, só com uma entrada e saída da freguesia, há riscos para a população”, nomeadamente em situações de desprendimento de pedras ou outras situações que possam levar ao isolamento da localidade.
Como adiantou Célia Pessegueiro, a construção de uma segunda estrada tem sido prometida pelo Governo Regional “ano após ano, eleição após eleição”, sendo que, provavelmente, amanhã mesmo, no palco da Festa da Castanha, a promessa voltará a ser ouvida.
Conforme recordou, já se falou numa solução que consistia numa estrada paralela à ribeira dos Socorridos, chegou a ser prometida a ligação à Boaventura e, mais recentemente, ao Jardim da Serra.
No entanto, com o anúncio da construção do teleférico para o Jardim da Serra, a população teme que a ligação acabe, mais uma vez, por não avançar. “O teleférico só é rentabilizável se não existir a estrada. Existindo a estrada, provavelmente uma boa parte daquele que seria o potencial de exploração do teleférico deixaria de existir”, referiu Célia Pessegueiro. “As pessoas reivindicam, têm ouvido a promessa e esperam que ela se concretize”, avisou.
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