Grua na Rua Fernão de Ornelas desagradou a comerciantes e utentes, que se queixavam de insegurança

Rui Marote
A intervenção policial e os trabalhos de montagem de equipamentos pesados na Rua Dr. Fernão de Ornelas, no Funchal, alteraram a rotina de moradores e comerciantes na manhã de hoje. A operação de veículos pesados — como caminhões e carros-guindaste — costuma gerar desafios logísticos significativos para o tráfego local. E esta não foi excepção, embora a realização de grandes operações de engenharia e manutenção urbana aos sábados seja uma estratégia comum para minimizar o impacto no comércio e no tráfego diário, aproveitando um perfil de movimento diferente dos dias úteis.
Embora a Rua Dr. Fernão de Ornelas seja um pólo pedonal muito frequentado no fim de semana, a ausência do trânsito corporativo, de serviços públicos e das cargas e descargas pesadas das manhãs de segunda a sexta-feira torna o sábado o período mais viável para manobrar veículos de grande porte. Quando obstáculos como estruturas de cafés ou o estacionamento indevido de outros veículos comprometem os raios de manobra, a presença das autoridades locais é accionada para ordenar o espaço público.
Ao mesmo tempo os serviços municipais podavam as árvores, quer para a montagem da grua quer para os efeitos de Natal. Sendo uma via tradicionalmente pedonal, a restrição habitual de circulação facilita o trabalho das equipas no solo, embora a presença simultânea de carrinhas de poda e de camiões-grua acabe por criar um cenário de estaleiro. As pessoas, comerciantes e transeuntes, queixavam-se de eventual falta de segurança.
Já na Rua do Aljube o estacionamento de veículos  ficou bem cedo sinalizado, não sendo permitir estacionar, para o poda das árvores, a receber as ornamentações de Natal. Um cartaz anexado às fitas de sinalização alertava  para o reboque de veículos. Muitos condutores teimosamente faziam “orelhas moucas”  a estes alertas.

Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.