A vereadora com o pelouro da Saúde da Câmara Municipal do Funchal, Helena Leal, defendeu, esta sexta-feira, na abertura da conferência dedicada ao Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, que a prevenção deve ser encarada como uma responsabilidade de toda a comunidade.
A iniciativa, que decorreu na Sala da Assembleia Municipal do Funchal, teve como objectivo promover a informação, a sensibilização e o debate em torno da saúde mental, sob o lema “Mudando a Narrativa sobre o Suicídio: Da Intervenção Clínica às Estratégias Comunitárias”.
Na sua intervenção de abertura, Helena Leal disse que “o suicídio pode ser prevenido”, salientando que falar sobre este tema é também falar “de vida, de saúde, de esperança, de relações e de comunidade”. A autarca destacou a necessidade de combater o silêncio, o estigma e a incompreensão, promovendo uma cultura de maior abertura, empatia e apoio.
Helena Leal enquadrou a política de saúde que tem vindo a ser desenvolvida pelo Município do Funchal, assente numa abordagem transversal de promoção da saúde, combate ao isolamento, participação e criação de redes de proximidade.
Entre as iniciativas municipais, a vereadora destacou o trabalho comunitário e de literacia em saúde, a Universidade Sénior, os ginásios municipais e as iniciativas de atividade física promovidas pelo Município. Segundo Helena Leal, estas respostas assumem uma importância que vai além da dimensão física, ao criarem oportunidades de convívio, de relações e de integração social.
“Uma comunidade mais ligada é uma comunidade mais capaz de cuidar”, afirmou a vereadora, salientando que a prevenção exige uma responsabilidade partilhada entre serviços de saúde, escolas, instituições sociais, associações, famílias, forças de segurança e poder local.
O debate teve como oradoras Joana Gomes, médica psiquiatra do Serviço de Psiquiatria, Joana Moreno, médica de Saúde Pública, e Filipa Gomes, psicóloga clínica do Serviço de Psiquiatria, todas do SESARAM. O debate foi moderado por Paulo Milheiro, Chefe de Divisão de Saúde e Bem-Estar da CMF, Paulo Milheiro.
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